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terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Oxum

Quando estou no altar católico, olhando pelos meus filhos na terra me chamam de Maria.

Quando me contemplam no alto de uma montanha em meio a ruínas me chamam de Vênus.

Quando me adoram em outra colina me chamam de Afrodite.

Quando me cultuam num grande rio na Índia, sou Lakhmi.

Quando me veneram junto a grandes guerreiros me chamam de Fréya.

Quando me conhecem como uma sereia da América posso ser Ixchel ou Yara.

Quando me cultuam num rio chamado Congo posso ser Ksimbi ou Ndandalunda.

Quando estou no rio Otì, no Togo sou Aziri.

Quando nasço em Oxobô recebo o nome de Oxum.

Posso ser quem você quiser.

Prazer, sou a água!
Lindo texto do babá Alexandre Cheuen 📷@rafamattei

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