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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

VOCÊ PERGUNTA SOBRE ESTE MITO !! OS SACERDOTES NUNCA VIU,OUVIU,NÃO SABEM ,NÃO PESQUISA ,OU SIMPLESMENTE VIRAM O ROSTO TORCE O BICO COMO RESPOSTA..

População do sul do Benin e sul do Togo, cuja origem mítica está entre os adjá. Os Fon possuem como características o uso dalíngua fon, e sua maior expressão histórica, política e social do povo se expressou no Benin através do Reino do Dahomey e naDiáspora africanaatravés do vodun. O complexo cultural expressado tanto pelo vodun como pelo Reino do Dahomey possui uma origem mítica na cidade-reino adjá de Tadô ou Sadô, onde uma filha solteira do rei, ao dirigir-se à floresta sozinha para realizar uma tarefa encontrou-se com um leopardo encantado. Ao retornar à cidade, descobriu-se grávida e a paternidade da criança foi atribuída ao leopardo. Como entre os adjá o sangue da mãe também enobrece, esse filho do leopardo, kpòvi e seus descendentes constituíram-se em uma nova linhagem real. Entretanto, o filho do leopardo ficou sendo conhecido na posteridade pelo cognome deAgassu, o bastardo, e seus descendentes por isso sempre eram preteridos no sistema sucessório de Adjá-Tadô, ainda que herdassem a bravura e ousadia de seu ancestral animal.


Um dia porém, os kpòvi, mais uma vez excluídos, se revoltaram contra a escolha do sucessor no trono de Adjá–Tadô. Eles e seus partidários se armaram e, após uma violenta refrega, muitos cadáveres tombaram de lado a lado, inclusive o do rei escolhido. O chefe dos kpòviKokpon por esta razão, ficou sendo conhecido como Adjá-hutó, o matador de adjás, e ele junto com seus partidários tiveram que partir para o exílio, uma vez que perpetrou o delito de maior lesa-majestade que é o de amaldiçoar a terra com o derramamento do precioso sangue real.
O êxodo dos kpòvi e seus seguidores, após várias peripécias, deteve-se em Aladá, onde Adjá-hutó Kokpon fundou uma nova dinastia de governantes até que o falecimento um rei também chamado Kokpon dá lugar a uma guerra de sucessão entre seus três herdeiros: MedjiTé-Agbanlin e Ahô-DakodonuMedji permanece em Aladá e dá continuidade à dinastia local reinante; Té-Agbanlin dirige-se para o leste, onde funda uma nova dinastia em Adjaxé (Porto Novo) enquanto que Dakodonu segue para o norte com seu irmão Ganiehessu e, após algumas peripécias, busca alojar-se com seus ferozes seguidores entre a população de língua yorubá dos iguedê (guedevi) e mata seu reiAgli, dizimando seu povo, escravizando mulheres e crianças, os quais mais tarde são vendidos aos portugueses. Funda ali uma nova dinastia.Dakodonu tenta estabelecer-se em Kana e vai solicitando consecutivamente ao rei de Kana, cujo nome era Dan, locais para alojamento. Um dia Dan, aborrecido com mais uma solicitação dos adjá-tadonus, declara mordazmente: “Depois de alojar-se em tantos lugares do meu reino, só falta agora a minha barriga para esta gente ficar”. Os adjá-tadonus compreenderam essa declaração como um chamado para a luta e, desta forma, Dakodonu matou e estripou pessoalmente Dan, e disse que cumpriria sua palavra e construiria seu reino sobre a barriga deste, daí a expressão Dan-ho-mé, que era o reino edificado “no ventre de Dan”.
O Reino do Dahomey superou as duas outras dinastias adjá-tadonus reinantes em Porto-Novo e Allada, governando um poderoso Estado da capital Abomey, fundada por Agassuvi Aho, sobrinho e sucessor de Dakodonu, também chamado de Hwegbadjá, em circunstâncias muito parecidas com a fundação do próprio reino. Outra versão da história conta que Abomei teria sido fundada por Hwessu, filho de Hwegbadjá. Os dois outros reinos, apesar do crescimento do Daomé, continuaram a ser considerados Estados-irmãos e, tanto os reis de Porto Novocomo os de Abomey, dirigiam-se à Allada, cidade onde as suas dinastias teriam começado a reinar, como parte do ritual da cerimônia de entronização.
Na dinastia daomeana a tradição conta que sucederam-se onze reis até que os colonizadores franceses reduzem seu status para o de “chef de canton.
  •  Dǎko-Donu (1620-1645)
  • Hwegbajà (1645-1680)
  • Akabá (1680-1704)
  • Agadjá (1708-1732)
  • Tegbessu (1732-1775)
  • Kpenglá (1775-1789)
  • Agonglô (1789-1797)
  • Guezô (1818-1858)
  • Glelé (1858-1889)
  • Gbehanzìn (1889-1894)
  • Agoli-Agbô (1894-1900)
    • Nota: A lista oficial às vezes é encabeçada por Ganiehéssu, irmão mais velho de Dǎko-Donu e chefe do clá dos agassuvi, tendo sido o primeiro sumo-sacerdote local do culto de AgassuHangbê, irmã-gêmea de Akabá reinou também junto com este, enquanto Adandozan (1797-1818), reinou como usurpador durante a infância de Guezô. (Wikipédia, a enciclopédia livre)


Se escolheste o candomblé como tua religião, entre como se estivesse entrando numa outra religião qualquer…
Não espere ficar milionário, nem formulas magicas para o amor, o candomblé não é sinônimo disso, mas apenas o amor pela natureza e por todas as forças que nela habita


VODUN DAN

Aido Wedo(aidô uêdô) e Dambala são para o povo Jeje os maiores deuses.

Aido Wedo é o arco-íris e Dambala a sua imagem refletida nas águas oceânicas.
Dangbé é a serpente sagrada que representa o espírito de Vodum Dan. Na África esse Vodum é conhecido como DA.

Dada – Termo pelo qual o Vodum Dan é louvado. A coroa de Dan é chamada de Coroa de Dada. Dan tanto pode ser um Vodum masculino quanto pode ser um Vodum feminino, porém para tratá-lo, fazê-lo ou assentá-lo temos que cuidar sempre do casal. Como dizem os antigos “cobra não anda sozinha, seu parceiro esta sempre por perto”. Dambala também é conhecida como Daidah (daídar) – A “Cobra–Mãe”. Essa Vodum não pode ser feita em mais de duas pessoas num mesmo país. Os velhos vodunos contam que ela é originária da Palestina. Em uma outra versão, encontramos Daidah como Lilith, a primeira mulher de Adão.
No Brasil encontramos cerca de 48 Voduns Dans, na África encontramos muito mais que isso. Essa família é muito grande. Dan é um Vodum muito exigente em seus preceitos, muito orgulhoso e teimoso. Quando tratado corretamente, dá tudo aos seus filhos e a casa de santo, mas se tratado de maneira errada ou se for esquecido castiga severamente. Vodum Dan é muito fiel a casa e a mãe/pai de santo que o fez. Os símbolos de Dan, são: o arco-íris, a serpente pithon, o traken ou draka, patokwe, o dahun , a ..takara. e o ason (assôm). Seu principal atinsa (atinsá) dentro de uma casa de Santo é denominado Dan-gbi , que é onde o arco-íris se encontra com a terra (“panela lendária do tesouro!”). Dan usa muitos brajás feitos de búzios. As aighy (aigri), são importantissimas em seus assetamentos e atinsas. Para nós, Vodum Aido Wedo é o verdadeiro deus da vidência, é ele junto com Vodum Fa, quem dá aos bakonos o poder do oráculo, assim como deu a Yewa e a Legba.
Aido Wedo e Dambala são quem sustentam o mundo e quando eles se agitam provocam catástrofes como os terremotos. Eles fazem parte da criação do mundo, pois vieram ajudar Nana Buluku nessa tarefa. Nos arcos-íris da lua e do sol também encontramos Voduns Dan. Ao se iniciar um filho de Dan, preceitos são feitos para que esse Vodum venha sempre em forma humana e nunca em forma de serpente, pois entendemos que na forma humana ele é menos perigoso e entende melhor os homens, podendo assim atender suas necessidades e suprí-las. Na forma de serpente torna-se muito perigoso. De modo geral os filhos de Dan são muito chegado a doenças, principalmente de olhos. São pessoas vaidosas, ambiciosas, “perigosas”, espertas e inteligentes. São muito dedicados ao santo e dificilmente saem da casa onde foram feitos. Vestem branco em sua grande maioria. Alguns usam cores verde bem clarinho, prateado, ou tecido liso com o arco-íris estampado. Seus fios de conta variam de acordo com cada Vodum, não existe um modelo padrão.
Dan – É o vodun da riqueza, bastante popular na Religião Fon. É representado por uma serpente que se rasteja e se esconde na terra, mas que ascende ao céu na forma de arco-íris, sendo chamado pelo título completo de Dan Ayidohwedo. Ele é um Ayi-vodun, ainda que possa ser associado aos Ji-vodun, pois diz-se que ele transporta Heviossô até as nuvens para semear as chuvas benfazejas. O culto de Dan é originário do província Mahi, no planalto ao noroeste de Abomei e, de fato, pode ser considerado o Tô-vodun, divindade nacional dos Mahi. No resto do país Fon, os noviços de Dan são chamados por isso de mahinu, e falam o dialeto mahi dentro do convento. No final da iniciação eles são chamados de lali, que têm somente metade da cabeça totalmente raspada ao término do processo de iniciação. O vodun Dan corresponde a uma família completa, onde existem 41 aspectos masculinos e femininos da divindade. Talvez por ser ligado à fertilidade e à riqueza, Dan possui muitos adeptos e iniciados que buscam suas benesses. Não pode ser confundido com Dangbê (Dangbê – É a píton sagrada, cultuada sobretudo em Uidá, no Benin, onde seu convento principal fica em frente a catedral católica.


VODUN AYSAN
Ayizan é um Vodum muito antigo, originário de Allada, segundo parece. Alguns dizem que foi levado para lá por Adjahuto, quando ele chegou de Tado. Outros afirmam que Ayizan já se encontrava na região antes de sua chegada e que ele representa “ a esteira da terra”, “a crosta terrestre”.

Ayizan é constituído por um montículo de terra, em cima do qual se coloca uma jarra com pequenos orifícios, rodeados por franjas de folhas de dendezeiro (Azan).
Ayizan é encontrado no mercado de grandes cidades, tais como Abomé e Ouidah. Ele é o guardião ou, mais exatamente, o senhor do mercado, o protetor da cidade, o dono da terra. Certas famílias têm um Ayizan particular, que as apóia, as dirige e castiga o mau procedimento dos filhos. É uma espécie de ancestral, “ a terra”.

No Brasil, quase não se fala mais desse Vodum.

ADJAHUTO
Adjahuto: é o fundador das dinastias reais de Allada, Abomé e Porto-Novo.
Existem diversas lendas a seu respeito. Todas elas coincidem ao situar a origem de Adjahuto em Tado, próximo ao rio Mono. Quase todas atribuem-lhe igualmente parentesco com uma pantera chamada Agusu. Em algumas dessas lendas é uma pantera macho que teria tido relações amorosas com a mulher do rei de Tado; em outras, foi o rei de Tado quem teria desposado uma fêmea de pantera, metamorfoseada em mulher. Nos dois casos, o fruto dessas uniões teria sido o futuro Adjahuto. Ele assumiu esse nome, que significa o matador de Adja, por ter dado a morte a um de seus irmãos, durante uma briga pela sucessão ao trono de Tado. Obrigado a fugir, ele foi fixar-se em Allada com seus partidários.
Algumas gerações mais tarde, no século XVII, ocorreu uma cisão entre seus descendentes. Um deles, Dako Donu, foi fundar o reino de Abomé, um outro, Te Agbanlin, o de Porto-Novo, e o terceiro permaneceu em Allada.
Todos os anos realizam-se cerimônias pelos descendentes do rei de Allada. O rei de Porto-Novo e a família dos antigos reis de Abomé enviam representantes para honrar a memória do antepassado comum.
O túmulo de Adjahuto, está em uma floresta bem perto de Togudo, onde se encontra o palácio dos antigos reis de Allada.
Os asen do fundador da dinastia são fincados no chão, diante do seu túmulo. As sacerdotisas de Adjahuto vão procurar água no riacho sagrado Sodji. As cerimônias realizam-se na mesma maneira que a dos Tọhosu, descritas adiante, porém com maior sobriedade.
O ritual instituído pela adoração e pelas oferendas a Adjahuto serviu de modelo ao ritual seguido para as cerimônias dos reis e dos membros das famílias reais descendentes do filho da pantera, vindo de Tado.
No Brasil, o nome Adjahuto é conhecido na Bahia, em certos terreiros Djèjè, em São Luís do Maranhão prestam-lhe culto na Casa das Minas. Seu nome é citado por Nunes Pereira e ele assinala: “Existe o vodun Ajauto, que jamais se abaixa, pois, embora velho, ainda se considera poderoso e indomável.” Os membros do terreiro da Casa Grande saúdam-no assim: “Ajauto ja la da na!”.

RELAÇÃO COM OS ELEMENTOS DA NATUREZA

Os Ayi-vodun são os voduns da terra, considerados de extrema importância na mitologia fon por controlarem a fertilidade da terra, as doenças e a duração da vida, enfim, a própria morte. O chefe dos Ayi-vodun é o vodun Sakpatá o Rei do Mundo, senhor da terra e da varíola. A família deste vodun é numerosa e seu culto bastante disseminado entre os Ewe-fon, da mesma forma que o culto de Ayizan, também pertencente ao segmento dos Ayi-vodun, como também Dan e Dangbê. Aparentemente, os Ayi-vodun são os que tem mais iniciados dentro do culto vodun.

Mawu é o Ser Supremo dos povos Ewe e Fon, que criou a terra e os seres vivos e engendrou os voduns, divindades que a (Mawu é do gênero feminino) secundariam no comando do Universo. Ela é associada a Lissá, que é masculino, e também co-responsável pela Criação, e os voduns são filhos e descendentes de ambos. A divindade dupla Mawu-Lissá é intitulada Dadá Segbô (Grande Pai Espírito Vital).
Loko, É o primogênito dos voduns. Representado pela árvore sagrada Ficus idolatrica ou Ficus doliaria (gameleira branca).
Gu, Vodun dos metais, guerra, fogo, e tecnologia.
Heviossô, Vodun que comanda os raios e relâmpagos.
Sakpatá, Vodun da varíola.
Dan, Vodun da riqueza, representado pela serpente do arco-íris.
Agué, Vodun da caça e protetor das florestas.
Agbê, Vodun dono dos mares.
Ayizan, Vodun feminino dona da crosta terrestre e dos mercados.
Agassu, Vodun que representa a linhagem real do Reino do Daomé.
Aguê, Vodun que representa a terra firme.
Legba, O caçula de Mawu e Lissá, e representa as entradas e saídas  a sexualidade, o guardiao da entrada do Hunkpame.
Fa , Vodun da Adivinhação e do destino.
Os voduns na África são agrupados em “famílias” chefiadas por um vodun principal, ora representando um elemento ou fenômeno da natureza, ora da cultura. Existem basicamente 4 famílias principais:
Os Ji-vodun , ou “voduns do alto”, chefiados por  (forma basilar de Heviossô).
Os Ayi-vodun , que são os voduns da terra, chefiados por Sakpatá.
Os Tô-vodun , que são voduns próprios de uma determinada localidade (variados).
Os Henu-vodun , que são voduns cultuados por certos clãs que se consideram seus descendentes (variados).
No Brasil os voduns são cultuados nos terreiros de Candomblé, sobretudo nos da Nação Jêje, onde ainda se conserva alguma lembrança da divisão por famílias.
A iniciação ao culto dos voduns é complexa é longa e pode envolver longas caminhadas a santuários e mercados e períodos de reclusão dentro do convento ou terreiro hunkpame, que podem chegar a durar um ano, onde os neófitos são submetido a uma dura rotina de danças, preces, aprendizagem de línguas sagradas e votos de segredo e obediência.
Sé-medô (Princípio da Existência) e Gbé-dotó (Criador da Vida). Mawu representa o Leste, a noite , a Lua, a terra e o subterrâneo.Na iconografia, ela é representada como uma anciã, trajada apenas de um pano cingindo-lhe a cintura, caminhando apoiada num cajado na mão direita e levando um bastão encimado por uma lua crescente com as pontas para cima, na mão esquerda
Éwé é um grupo étnico da África Ocidental, que vive no Gana, Benin e Togo. Pertence ao grupo dos Kwa. Ver Éwés.
A língua éwé é a língua falada pelo povo éwé.
O nome de Mawu foi utilizado para denominar o Deus Único dos judeus, cristãos e muçulmanos nas línguas ewe-fon, mas dentro de culto dos voduns, Mawu possui seus próprios conventos pelo sul do Benin e do Togo, com culto organizados, sacerdotes, iniciados, etc., como qualquer outro vodun.

Lissá está também ali presente, assim como o filho “problemático” Aguê. Os mawunon (sacerdotes de Mawu), apesar da aparente importância da divindade que cultuam, não têm nenhuma ascendência especial sobre os sacerdotes de outros voduns. Suas cores emblemáticas são o branco, o azul e o vermelho.

População do sul do Benin e sul do Togo, cuja origem mítica está entre os adjá. Os fon possuem como características o uso da língua Fon, e sua maior expressão histórica, política e social do povo se expressou no Benin através do Reino do Daomé e na Diáspora através do vodu.
O complexo cultural expressado tanto pelo vodu como pelo Reino do Daomé possui uma origem mítica na cidade-reino adjá de Tadô ou Sadô, onde uma filha solteira do rei, ao dirigir-se à floresta sozinha para realizar uma tarefa encontrou-se com um leopardo encantado. Ao retornar à cidade, descobriu-se grávida e a paternidade da criança foi atribuída ao leopardo. Como entre os adjá o sangue da mãe também enobrece, esse filho do leopardo, kpòvi e seus descendentes constituíram-se em uma nova linhagem real. Entretanto, o filho do leopardo ficou sendo conhecido na posteridade pelo cognome de Agassu, o bastardo, e seus descendentes por isso sempre eram preteridos no sistema sucessório de Adjá-Tadô, ainda que herdassem a bravura e ousadia de seu ancestral animal.
Um dia porém, os kpòvi, mais uma vez excluídos, se revoltaram contra a escolha do sucessor no trono de Adjá –Tadô. Eles e seus partidários se armaram e, após uma violenta refrega, muitos cadáveres tombaram de lado a lado, inclusive o do rei escolhido. O chefe dos kpòvi, Kokpon por esta razão, ficou sendo conhecido comoAdjá-hutó, o matador de adjás, e ele junto com seus partidários tiveram que partir para o exílio, uma vez que perpetrou o delito de maior lesa-majestade que é o de amaldiçoar a terra com o derramamento do precioso sangue real.
O êxodo dos kpòvi e seus seguidores, após várias peripécias, deteve-se em Aladá, onde Adjá-hutó Kokpon fundou uma nova dinastia de governantes até que o falecimento um rei também chamado Kokpon dá lugar a uma guerra de sucessão entre seus três herdeiros: Medji, Té-Agbanlin e Ahô-Dakodonu. Medji permanece em Aladá e dá continuidade à dinastia local reinante; Té-Agbanlin dirige-se para o leste, onde funda uma nova dinastia em Adjaxé (Porto Novo) enquanto que Dakodonu segue para o norte com seu irmão Ganiehessu e, após algumas peripécias, busca alojar-se com seus ferozes seguidores entre a população de língua iorubá dos iguedê (guedevi) e mata seu rei Agli, dizimando seu povo, escravizando mulheres e crianças, os quais mais tarde são vendidos aos portugueses. Funda ali uma nova dinastia.
Na mitologia fon são os voduns do alto, muito respeitados no panteão vodun por estarem ligados ao ciclo das chuvas que possibilitam as colheitas, e é uma grande família cujo chefe é simplesmente chamado de Sô.
Sô é filho de Aguê e Mawu e teve como parceira sua irmã gêmea Agbê, da qual nasceram os Sovi (filhos do fogo), os machos Heviossô, Aklonbé, Adjakatá, Gbadé, etc. e as fêmeas Sinmenu-Sogbô, Naeté, Aden, Keli, Gbewessú, etc., e a caçula mimada Avlekete. Todos eles representam aspectos da tempestade, produto do turbulento acasalamento concreto entre o fogo e a água.
Ague
Vodun da terra firme na mitologia fon, filho de Mawu e Lissá, e se enamorou da própria mãe, e gerou filhos com ela (dizem que Aguê a violou). Ele não tem culto individualizado nem vodunsis. É cultuado no convento de seus pais e seu altar é um montículo de barro entre os de Mawu e Lissá
. Agbe: É o Vodun do mar (está entre os Tovodun). Ele também é conhecido comoHu. Ele é representado por uma serpente, um símbolo que representa tudo que é vitalício. Uma de suas crianças poderosas é Dan Toxosu, que manifesta sua própria imagem, nos nascimentos de bebês de monstro, pois os Fons consideram, que crianças com deformidades, são protegidos por Tohosu ou Toxosu(ler-se – Torrossu).



Xêvioso (ou Xêbioso): É o Vodun do céu (esta entre os Jivodun) que se manifesta em forma do trovão e raio. Ele é segundo filho do Mawu e é considerado um Vodun de justiça que castiga ladrões, mentirosos, criminais e fazedores do mal(feiticeiros e injustos também). Seu símbolos são o raio; o machado duplo; o carneiro; a cor vermelha e fogo. Xêvioso tem vários filhos inclusive Sogbo, Aklobè e Avlékété.
Avlekete (ou averekete) é a filha caçula de Agbê e Sô era como chamavamKhevioso, Hevioso ou Heviossô
É cultuada no Xambá como Afrekete.
Loko
Também chamado de Atinmé-vodun (o vodun dentro da árvore), representa o primeiro ser sagrado do mundo, por isso considerado o primogênito de Mawu e Lissá, muito embora Sakpatá seja muitas reconhecido com esta atribuição. Loko é cultuado em toda parte, tanto pode ser um Ji-vodun, como um Ayi-vodun, assim como também Tô-vodun e Henu-vodun. Os vodunsis de Loko em muitos casos têm os cabelos raspados apenas na metade esquerda do crânio, e levam nas costas a atchina. Os Atinmé-vodun podem habitar diferentes espécies de árvores, mas suas favoritas são mesmo o lokotin (Ficus doliaria, a gameleira branca, no Brasil; Chlorophora excelsa, na África) e o huntin (Ceiba petandra, conhecida no Brasil como sumaúma de várzea), mas pode também eleger outras como o detin (Elaeis guineensis, o dendezeiro), o kpentin (Carica papaya, o mamoeiro).

SACERDOTE RESPONDE A CURIOSIDADE DA ABIAN

Muitos "por que?" surgem com o passar dos anos na vida de todas as pessoas e em todas as áreas da vida, este surgimentos é natural. O que eu não acho natural, nunca achei e nunca acharei é o "silêncio" , a falta de esclarecimento de quem ensina e a falta de curiosidade de quem aprende, até por que quem não expressa esta tal curiosidade também não tem um aprendizado completo, pois afinal de contas não são das dúvidas que surgem os grandes complementos às respostas que já existem e as melhoram ainda mais? Então eu particularmente fui um aluno chato minha vida toda, sempre que algum dos meus professores e que foram muitos durante minha humilde existência, me diziam isso é por isso e por isso , sempre teve um "mas?" de minha parte. E com isso eu só lucrei, pois onde a maioria das pessoas se contentava com a resposta básica e trivial, eu sempre apesar de ser taxado de "chatão" (kkk) terminei tendo uma explicação mais detalhada. Pois todo professor se sente lisonjeado quando seu ensinamento provoca anseios e deixa um gostinho de quero mais em seus alunos. Mas enfim por muitas vezes fiz muitas perguntas e questionamentos aos meu mestres , e um deles foi o seguinte: """POR QUE QUANDO UMA PESSOA VAI SE INICIAR (fazer santo) ELA TEM QUE RASPAR A CABEÇA?""" Pois eu já conheci outras religiões iniciáticas, onde se raspa e não se raspa a cabeça e cada uma delas tem sua própria lógica e explicação e evidentemente seus preceitos e segredos. Então a nossa tem também uma explicação miticamente lógica e coerente. E desde criança estou no Candomblé e ouço desde então as pessoas dizerem que Orixá elucida, que Orixá explica tudo... Basta você olhar e prestar atenção no certo... Perguntar aos antigos ... Mas hoje em dia ainda descobri mais um detalhe... Quem observou o tempo passar viu muitas coisas que comprovam tudo isso de fato e é fato que ninguém é detentor do conhecimento absoluto mas a divina Humildade faz com que todos tenham a possibilidade de ter acesso ao conhecimento. Mas com tudo isso , fui perguntando para os antigos e recebi as seguintes explicações; """QUANDO ALGUÉM VAI SER INICIADO AO AWO (segredo) DO CANDOMBLÉ ELA PASSA POR UM SIMBOLISMO DE MORTE E RESSURREIÇÃO, SEU PERÍODO DE RECOLHIMENTO REPRESENTA SUA ESTADIA NO ÚTERO E SEU VÍNCULO COM SUA PRÓPRIA ANCESTRALIDADE.""" E com tudo isso, todos os preceitos e simbolismos que o noviço (yawo) passa cria um vínculo insolúvel entre a pessoa e a divindade à qual ela é inciada e sua origem espiritual e genealógica (ancestralidade) que é selado com a entrega do yerupin (que é o carrego). E este carrego sela este vínculo por que leva dentre muito elementos, parte do corpo do iniciado (cabelos-unhas-suor) e assim ele será para sempre reconhecido pelo seu cheiro que é único no universo. O yerunpin é levado e entregue aos cuidados de Olosá (a divindade do grande lago) que é o Orixá que recebe e repassa para os ancestrais esta energia e nos torna reconhecido como feitos de santo. Fui ouvindo com o passar dos anos esta explicação com palavras e expressões diferentes , mas sempre com o mesmo contesto e aí achei que chegou a hora de passar à diante pois é assim que tem que ser passamos à diante para manter nossa tradição viva. Expressões como ; Meu filho a natureza já reconheceu este santinho seu aí? Isso é coisa que eu houvi muita gente falar e outras mais e assim a gente ve como a coisa toda termina por fazer sentido.


REFLEXÃO !!!!!

O assunto abordado abaixo pede uma reflexão!


  1. Cuide do seu santuário (se tiver algum) com sinceridade, humildade e limpeza. Não se aproxime de seus santuários se você foi beber fumar ou ter relações sexuais. E nunca venha de forma “impura”.
  2. Nunca finja ser algo que você não é.
  3. Se o seu pai ou sua mãe diz que você precisa ter relações sexuais com ele para remover qualquer tabu ou para subir na vida, fuja dele. Ele é charlatão, uma fraude!
  4. Se estiver participando de um sire òrìsá, por favor, se vista adequadamente. Minissaias, tops, shorts, não podem, usar calças compridas também não, ficar na frente dos atabaques é desrespeito.
  5. Como cumprimentar um santuário ou sacerdote depende do seu sacerdote. Eu já vi isso ser feito de forma diferente por pessoas Quando em dúvida, mostre o seu respeito.
  6. Nunca se deve fumar beber, usar drogas, ter relações sexuais, usar de palavrões enquanto se usa  (fio de contas). Estas são ferramentas sagradas que foram dadas a você e você deve tratá-las como tesouro.
  7. Se você não estiver satisfeito ou deseja sair da casa espiritual do seu sacerdote e o seu desejo é seguir em frente,pode ser seu orixá lhe tirando para outro caminho.
  8. Nunca use o que foi ensinado pelo seu sacerdote para fazer mal aos outros. Lembre-se a energia que você colocar para fora vai voltar para você. Se você enviar a negatividade, a negatividade vai voltar para você. Se você enviar amor e paz, o amor e a paz vão voltar para você.
  9. Nunca, jamais, doe seus igbás. (ouça seu sacerdote!). Um Igbá òrìsá deve nascer dentro do santuário, Igbá não nasce por osmose! Isto é um tabu, mas infelizmente e vergonhosamente muitos estão fazendo isso.
  10. Abian que e abian nunca fica com os olhos ouvidos fechados! 

ABIAN E SUAS FUNÇÕES NA CASA DE AXÉ

O termo abian significa: “aquele que começa um novo caminho”. Ou seja, o abian é uma pessoa que está começando um novo aprendizado, e uma nova vida espiritual. Esse é um momento de suma importância, pois, é nesse período que aquele noviço ou recém chegado tem contato com os já iniciados, passando a observar os vários comportamentos e desempenhar também várias tarefas, sem exercer responsabilidades nos fundamentos sigilosos da religião. Enquanto Abiã, a pessoa pode escolher se é realmente esse caminho que deseja seguir em relação a religião, e esse período pode levar dias, meses e até anos.
O frequentador exclusivamente das festas de candomblé chama-se Lemó-mú (palavra em yorubá), e nada tem a ver com Abian. E por isso, Abian é toda pessoa que entra para a religião do Candomblé, depois de fazer uma consulta através dos búzios com o sacerdote/ babalorixá, e após ter passado pelo ritual de lavagem de fio de contas ou o ebori/ borí. Poderá ser iniciada ou não, vai depender do orixá pedir a iniciação. Só deixará de ser abian quando for iniciada, sendo então um yawo, ekede ou ogã.
O Abian tem suas funções na casa relacionadas à limpeza e manutenção, salvo se for um Abian antigo e de confiança poderá exercer outras funções designadas pelo sacerdote. Essa fase é muito importante para se aprender vendo, ouvindo e observando. Lembre-se que saber ouvir é a melhor maneira de aprender.
A vivência no axé, a disciplina, a observação do comportamento dos mais velhos, ser verdadeiro com seus sentimentos para com o Orixá, estar despojado de vaidades, e entender que o mais importante não é fazer o santo, e sim saber o porquê de se iniciar para o axé. Não há pressa para iniciação, pois Orixá entende e nos concede essa oportunidade de aperfeiçoamento e adaptação, salvo as raras exceções. Ser um bom Abian é estar se preparando para o futuro.
Nunca deixar de ser cego,surdo e mudo! ouvir ver e ficar pra si .