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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

OBÀLÚAYIÉ ... Atotô Ajuberô!!


Obaluaiê, quer dizer, Rei da Terra (Obá =Rei / Aiyê = Terra) – orixá temido, pois é o dono da varíola e das epidemias. Considerado como o médico dos pobres, pois também é orixá da cura. Conhecido também como Omulu (Senhor das terras quentes – Ilé Igbona), Xapanã (nome que não deve ser falado), Velho, entre outros.

Obaluaiê rege o horário em que o calor é mais forte, por vezes, considerado o próprio Sol. A pipoca é ofertada a esse orixá, pois eclode do milho quente e também simboliza a erupção da varíola, doença que acometeu esse orixá. É um orixá que se cobre com palha, essa que guarda o segredo da vida e da morte. Seu instrumento é o xaxará que serve para espalhar e limpar as doenças do mundo. Seu dia é a segunda-feira.
Obaluaiê é filho de Nanã (a lama primordial de que foram feitos humanos) e Oxalá, tendo nascido cheio de feridas e marcas pelo corpo como sinal do erro cometido por ambos, já que Nanã seduziu Oxalá mesmo sabendo que lhe era interditado por ser ele o marido de Iemanjá. Ao ver o filho feio e mal formado,coberto de varíola, Nanã o abandonou à beira do mar, para que a maré cheia o levasse. Iemanjá o encontrou quase morto e muito mordido pelos peixes e, tendo ficado com muita pena, cuidou dele até que ficasse curado.
Aprendeu com Iemanjá e Oxalá como curar estas graves doenças. Assim cresceu Obaluaiê, sempre coberto por palhas. 




sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Mediunidade

Sinais de mediunidade


Este é um assunto sobre o qual tinha especial desejo de escrever há já alguns meses mas, por motivos de tempo, foi sendo protelado até que finalmente surgiu o mês certo para o ver nascer – Agosto. Tudo tem um tempo certo para ser como é e acontecer como acontece. Todo o ser humano tem mediunidade. Umas pessoas têm muita mediunidade (designamos de médiuns), outras têm menos. Esta é uma faculdade, em diversos graus, que todo o ser humano apresenta.
A ideia de que «ser médium é ver espíritos desencarnados (“mortos”) e falar com eles» é redutora e escondeu, infelizmente, para muitas pessoas, incluindo algumas com elevado índice de mediunidade sem as próprias disso terem consciência, todas as outras manifestações mediúnicas mais subtis todavia, nem por isso, menos dignas de consideração. Esse é o perigo dos estereótipos. Um estereótipo de um grupo de pessoas é geralmente mais sedutor do que o estudo sério e dedicado que implica o conhecimento das características comuns às pessoas que constituem o grupo e que se afinizaram por sintonia de experiências e conhecimento.
Uma das características do médium é a sua apurada intuição abstrata. Intuição abstrata é uma faculdade que permite obter factos e conhecimento sem ter tido qualquer contacto prévio ou experiência (na encarnação atual) com elementos onde os mesmos pudessem ter sido aprendidos. Em contrapartida, intuição pragmática refere-se às múltiplas experiências que a pessoa teve em determinada atividade, ao longo de, por exemplo, 40 ou 50 anos, em que acede a recursos mentais (memória e casos similares mas não idênticos) para obter respostas a problemas sem sequer necessitar de percorrer um caminho lógico para as obter.

Mediunidade de incorporação


É provável que o número de pessoas com mediunidade de incorporação seja bem maior do que aquele que é conhecido dado que as próprias pessoas que dispõem desta capacidade demoram, por vezes, 20, 30 ou 40 anos a aperceberem-se até que surja o momento em que ela é informada por alguém próximo atento ou um médium e passa a aceitar esse facto em si. Novamente, a ficção de Hollywood entra em ação no seu papel de fazer sonhar as mentes mas ao mesmo tempo de as distrair e desinformar dos factos tendo-nos habituado aos filmes de terror em que a pessoa que incorpora um espírito desencarnado (normalmente um demónio) se manifesta de forma ruidosa.
O nível de capacidade deste tipo de mediunidade varia enormemente desde a incorporação mais subtil em que raras vezes a pessoa e os que lhe são próximos se apercebem que o espírito que está naquele corpo não é mais o mesmo que estava à segundos atrás até aos casos em que a diferença é notória e se passa a tratar de uma emergência espiritual em que a pessoa tem de ser atendida num centro espírita ou por alguém com conhecimentos espirituais para doutrinar o espírito e o encaminhar para o seu plano respectivo, geralmente, com a ajuda de guias ou mentores espirituais.

Mediunidade na infância


As crianças estão mais abertas à mediunidade. É comum os pais, mais frequentemente as mães, em particular, que são quem geralmente estão mais atentas às crianças a brincarem no chão da sala de estar ou no quarto, aperceberem-se, em alguns momentos, de alguns comportamentos estranhos.
Alguns bebés (com elevado índice de mediunidade) começam a chorar, de repente, no berço, sem motivo aparente com os olhos esbugalhados, fixados no vazio aparente perante o olhar confuso e preocupado da progenitora que tem a certeza de que todas as suas necessidades biológicas estão satisfeitas e de o bebé se encontrar sem doença ou causa de dor física. Por vezes, os adultos mais sensíveis à energia, sentem uma carga negativa no ar do quarto que não conseguem explicar. Podem tratar-se de energias negativas dado que as positivas, em geral, não assumem formas hediondas embora seja importante lembrar que as energias (espíritos) podem assumir a roupagem flúidica que lhes aprouver. A energia não tem forma. A oração e a defumação com arruda, alecrim e alfazema podem ajudar a amenizar esse tipo de eventos traumáticos para o bebé perante o sentimento de impotência da progenitora que tudo tenta para proteger a sua cria contra algo que nem sequer, em quase todas as vezes, excepto se for vidente, consegue enxergar.
No que concerne à progenitora, o misto de raiva contra a entidade que aparece sem ser convidada, a confusão mental que se instala pela própria situação em si, o sentimento desesperante de impotência para defender o seu petiz com armas físicas ou materiais que a própria desconhece face ao choro angustiante do bebé, obriga-a muitas vezes a rever todos os seus conceitos de vida e morte, matéria e espírito. É então que face à situação se criam duas categorias: mães que acreditam e, mais do que isso, sentem a energia e a presença da entidade negativa (ou das entidades) e vão procurar ajuda espiritual para compreender a situação e aliviar o seu tormento e o do seu rebento e as mães cépticas, ignorando a dimensão espiritual da situação que se está a passar, resolvem levar os seus filhos ao médico na esperança de que um comprimido mágico resolva a situação. É importante ressalvar que, a menos que a mãe tenha a certeza de se tratar de um problema espiritual e de como o resolver, deve igualmente, procurar um médico para investigar se existe alguma causa física que pode ser desconhecida. Isso é o mais indicado e prudente. Os problemas do ser humano devem ser sempre analisados numa perspectiva holística, isto é, não apenas física e não apenas espiritual. As duas complementam-se.

Hora de despertar do médium


Numerosas pessoas relatam as suas experiências de despertar mediúnico. Embora não obrigatório, algumas dessas experiências ocorrem mais particularmente à noite, por vezes, durante uma viagem astral (designada igualmente de projeção astral ou desdobramento psíquico) na qual os guias ou mentores espirituais se apresentam ao médium informando-o da sua condição e de que é chegada a “hora de trabalhar”, significando, o momento de o médium assumir o compromisso que estabeleceu com Deus antes de reencarnar para mais uma etapa evolutiva aqui na Terra, começar a estudar e a desenvolver-se e, por fim, colocar-se ao serviço dos que sofrem, aliviando-lhes as suas dores físicas, emocionais, mentais e espirituais e doutrinando-os de forma a relembrar-lhes o seu propósito, a razão do seu sofrimento e nutrindo-os com Amor, Sabedoria e Humildade e, por vezes, com a sua própria energia, para que os irmãos em Cristo que os procuram possam prosseguir o seu caminho. Essa é a missão do médium.
O médium nasce médium mas isso não significa que ele não tenha de passar por um processo de depuração e preparação para se colocar ao serviço de seus irmãos.
Os guias que aparecem em dado momento da vida do médium podem ser santos, anjos, arcanjos, médicos espirituais (Dr. André Luíz, Dr. José Bonifácio, Dr. Sousa Martins, etc), pretos velhos (Pai João de Angola, Pai Francisco de Aruanda, Pai Francisco das Matas, etc), caboclos ou até mesmo o divino e amado mestre Jesus ou a Virgem Maria. Eles podem, como foi referido, aparecer em determinados sonhos lúcidos e projeções astrais bem como, em alguns casos e dependente do grau de mediunidade, materializar-se em episódios singulares quando o médium se encontra sozinho em estado meditativo, relaxado, em oração ou simplesmente a descansar na sua cama sem pensar em nada. Podem, de igual forma, não se manifestar de forma visual, em estado de sonho ou de vigília do médium, mas apenas mentalmente. Nesse caso, o médium ouve uma voz dentro da sua cabeça que sente vir de um local diferente da voz habitual e familiar do seu próprio ego.
De referir que existem médiuns em todas as culturas e povos. Assim é comum que médiuns orientais possam ter como guias ou mentores espirituais, divindades orientais, por exemplo, budas e bodhisattvas, que poderão ser menos familiares aos ocidentais mas que expressam o mesmo tipo de energia – Amor, Compaixão, Paz, Justiça, Sabedoria, etc.

Relação do médium com os outros no plano profissional

As relações laborais são, muitas vezes, fruto de grande sofrimento para algumas pessoas mas, mais em particular, para o médium. No quadro da sua vida profissional quando ainda não conciliada com as suas atribuições espirituais (por exemplo, contabilistas, professores, médicos, engenheiros, eletricistas, cozinheiros, operários), dada a sua aguçada intuição, o médium pressente quando colegas de trabalho o tentam prejudicar de alguma forma, querendo usurpar os seus méritos, as suas funções e a sua reputação. A sua sensibilidade aumentada em relação à energia dos outros num contexto empresarial de aguerrida e bravia corrida aos lucros, ambição sem medida por parte dos superiores hierárquicos que não olham a meios para atingir os objectivo traçados e bónus de produtividade, a ganância desmesurada dos líderes empresariais que no propósito de abater a concorrência sacrificam os seus subordinados com horários extra de trabalho e pressão psicológica, tornam o médium ainda mais susceptível ao stress.
A inexistência de afinidades no local de trabalho (com base em sistema de crenças e energia), variando conforme a área profissional (mais mental – Engenharia, mais financeira – Comercial, Banca e Seguros ou mais humana – Psicologia, Educação e Saúde) prejudicam a interação social com os seus colegas de trabalho a qual, muitas vezes, é a base que sustenta a parca satisfação com um ambiente de trabalho hostil às relações pessoais e focado no lucro e na produtividade in extremis.
O médium encontra alguma paz nas profissões que se coadunam com o ato de tratar e cuidar dos outros – médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas, assistentes sociais, etc.

A vida familiar do médium

No que tange à sua vida familiar, mais uma vez, as dificuldades assomem às vivências do médium. Quando casado e se o período de despertar mediúnico se inicia durante a relação matrimonial, surge o desafio da incompreensão por parte do cônjuge, em umas vezes, desinformado da dimensão espiritual e em outras com um ódio acirrado a tudo o que atenta contra a sua mente racionalista e baseada no Positivismo.
Com a abertura mediúnica, ficam igualmente abertos, por vezes, outros tipos de comportamento por parte do companheiro que, por sua irregularidade, fazem suspeitar tratar-se de apenas mais uma provação que o médium terá que passar, exatamente num período onde o médium mais precisava de apoio, compreensão e carinho.
Esses episódios de incompreensão dão-se mais frequentemente quando a mulher é médium do que quando se trata do homem. No primeiro caso, a mulher tende a ser alvo mais frequente de incompreensão e até de chacota por parte do companheiro de mente mais racional e avesso a tudo aquilo que não possa ser comprovado cientificamente e que só pode ser sentido.
Por vezes, a incompreensão por parte do companheiro em relação à nova condição da companheira redunda em divórcio ou separação. Um facto curioso que, por vezes, sucede é que de quando em vez o próprio companheiro também tem um certo nível de mediunidade embora ainda não aflorada por não ter chegado o momento, vindo o próprio por vezes, por ironia do destino, a constatar esse facto mais tarde.
Para além da própria família que o médium pode vir a criar (companheiro(a) e filhos), por vezes, já vem habituado à incompreensão daquela à qual ele pertence (pais e irmãos) que ora negam os seus atributos espirituais, ora não os compreendem, ora se envergonham deles, preferindo ocultá-los, para não serem julgados pelos restantes familiares, amigos e vizinhos.

Sonhos premonitórios

A mediunidade manifesta-se variadas vezes na capacidade de precognição através dos sonhos sendo um tipo de mediunidade algo frequente. Para desespero dos possuidores deste dom, estes sonham com eventos no futuro que os deixam alarmados por envolverem alguns conhecidos seus mas sem capacidade de fazerem algo para o evitar por não disporem de mais informação. Mais tarde, os eventos, pré-anunciados através de sonhos ou pesadelos recorrentes, sucedem-se e o médium pré-cognitivo sente-se, por vezes, responsável dado ter sabido de antemão de um evento negativo (uma separação, morte de um familiar ou conhecido) e não ter feito nada para o evitar.
Da mesma forma, de vez em quando, acontece que o espírito, quando o corpo físico adormece, sai para se encontrar com outros espíritos com os quais não se encontrou ainda fisicamente naquela encarnação para fazerem acordos evolutivos (muitas vezes, um acordo energético redunda em uma simples mensagem que um espírito necessita transmitir a outro no dia seguinte e que mudará a vida deste). Quando a pessoa acorda pode não se lembrar de nada mas quando se encontrar, no plano físico, com a pessoa com a qual nunca teve contacto na encarnação atual, terá uma forte sensação de já a conhecer, sendo nesse momento que a outra pessoa lhe poderá passar, no decurso de uma conversa de circunstância, uma mensagem que fará ressonância em si e que lhe poderá mudar a sua vida.
Esses acordos denominam-se acordos energéticos e poderão surgir numa Leitura de Aura. Nem sempre os sonhos premonitórios têm conteúdo negativo. Por vezes, são até bastante positivos, nomeadamente, alguns médiuns sonham com o seu futuro(a) companheiro(a) o que lhes dá, em contrapartida, aquando do primeiro encontro no plano físico (terceira dimensão), uma enorme alegria ao saberem, sem sombra de dúvida, que aquela pessoa lhe estava destinada, ainda que a pessoa visada reaja por vezes com cepticismo, descrença, surpresa, dúvida, admiração ou uma expressão facial, variante entre a presunção, o interesse considerativo e o humor de «o que tu queres, sei eu.

Lascívia exagerada do médium e companheiro(a)

O médium atrai muitos espíritos desencarnados até si não tendo alguns deles, as melhores intenções. Algumas das intenções que esses espíritos negativos têm, excluindo-se aqueles que procuram os médiuns em busca de um elo com o mundo físico para transmitir mensagens aos seus familiares, para pedir orações ou para os encaminharem para os planos astrais superiores onde serão devidamente atendidos por diversos assistentes espirituais, são usar o corpo do médium para gozar dos prazeres terrenos que tinham enquanto encarnados. Os vícios do sexo, do tabaco, do álcool, das drogas e da negatividade não desaparecem com o desencarne (morte do corpo físico). Pelo contrário, eles continuam do outro lado do véu, porém, com muito maiores dificuldades para serem satisfeitos. Nesses casos, o corpo do médium é visto como uma grande oportunidade. Assim, não raras vezes, aproximam-se os espíritos do corpo emocional e mental do médium e começam a sugestioná-los grandemente com desejo de sexo, podendo o médium, dependendo da sua sensibilidade e nível de consciência, aperceber-se do estímulo do chacra das emoções e dos seus órgãos sexuais, os quais estão a ser estimulados por fonte externa. Quando o médium não tem um elevado nível de consciência, por vezes, é levado a pensar que aquela súbita volúpia está a partir de si próprio, devendo portanto considerá-la natural e procurando satisfazê-la o mais brevemente possível já que ela se revela bastante imperativa.
Em outros casos, não é o médium que é atacado desta forma mas sim o seu(sua) companheiro(a) que passa a revelar para surpresa deste, um aumento considerável no apetite sexual bem como uma forma mais animal de o satisfazer. O que acontece na prática é que o médium não está a ter relações sexuais apenas com o seu companheiro mas também com um, dois ou mais espíritos desencarnados que o estão a excitar para através dele se comprazerem. Em umas vezes, o médium tem noção disso, em outras não.
Quando o tipo de mediunidade é de incorporação, o problema adensa-se, passando a vítima a ter fortes pensamentos sexuais, sonhos dessa natureza, vontade muito frequente de ter relações sexuais e um aumento considerável de promiscuidade (vontade de ter relações com familiares, incluindo pais, irmãos, filhos, colegas de trabalho comprometidos, pessoas do mesmo sexo sem no entanto ter orientação homossexual, necrofilia, pedofilia, zoofilia). O resultado dessa situação extremamente constrangedora e penosa para o médium resulta numa quebra enorme de confiança do médium em si mesmo, num sentimento profundo de vergonha e nojo de si próprio. Isso faz com que o médium se passe a ver a si próprio como um mero objecto dos espíritos inferiores, alguém impuro, incapaz de fazer frente às tentações que lhe chegam do lado do mal, alguém que passa a recusar ligar-se às entidades de luz, Cristo, Maria, aos seus guias e mentores espirituais por considerar que pecou e que, encontrando-se tão “sujo”, não merece sequer dirigir-se a entidades de tão grande evolução tamanha a sua vergonha por ter participado de tão ignominiosos atos, mesmo que “obrigado” (para um espírito incorporar tem sempre de haver uma certa autorização, consciente ou inconsciente, por parte do médium ou uma dívida cármica a um obsessor que o médium aceitou pagar antes de reencarnar).
A energia sexual terrivelmente excitada desta forma sob a ação forte dos espíritos inferiores que dela se alimentam em conjunto com a negação consciente e constante do médium, pode levar a pessoa médium a um quadro clínico de loucura. Nestes casos, a pessoa deve ser atendida o mais rapidamente possível num centro espírita para que a sua energia possa ser reequilibrada e os seus obsessores possam ser removidos e doutrinados (se eles quiserem).
Nos casos em que o médium não preparado e desconhecedor da sua condição pede ajuda a meios mais tradicionais – Psicologia – pode ser-lhe recomendada a mudança de pensamentos (algo ineficaz dado essa ser evidentemente a primeira solução que o médium tentará), mudança de foco das suas ações, mudança de hábitos, masturbação para exaurir a sua energia sexual (ineficaz dado enfraquecer a vontade do espírito do médium e aumentar o controlo dos obsessores sobre o primeiro para além de os alimentar com energia aquando do orgasmo – vide O Livro das Energias de Rubens Saraceni) ou, simplesmente, ceder à vontade  da relação sexual desenfreada com o companheiro(a) sempre que as energias obsessivas quiserem, tornando-se uma marioneta das mesmas, cujos cordelinhos se localizam na mente do obsidiado e no chacra das emoções.
Caso ainda não esteja muito comprometido, o médium irá tentar orar para Deus ou alguma entidade de luz para o livrar do problema. Porém, quando o problema está já muito avançado, a Sombra do médium bem como as energias negativas podem aliar-se, intrometendo-se no caminho e projetando no ecrã de sua consciência, por breves micro segundos, imagens despertadores da líbido, plenas de luxúria, por vezes, incluindo até as próprias divindades às quais se está a pedir auxílio de forma a invalidar todo o esforço de correção do médium por meio da oração e sabotar todas as suas tentativas de se limpar, causando-lhe desesperança e falta de fé, fé essa que é uma das principais armas de um médium para ajudar a seus irmãos.
Quando numa relação e se o problema não for tratado, o médium cedendo à tentação de múltiplas relações sexuais num curto espaço de tempo, para além de esgotar recursos do sistema nervoso e a sua energia vital, pode criar desequilíbrio na relação com o companheiro que passa a desconfiar de tamanha e tão frequente vontade imperiosa de ter relações sexuais. Ao esgotar a energia vital, as doenças começam a aparecer no corpo físico dado que as defesas do organismo dela necessitavam.
Este é um problema que pode ser facilmente endereçado pelos Seres de Luz numa sessão de Terapia Multidimensional já que permite reequilibrar a energia do médium, os seus chacras bem como encaminhar os seus obsessores (se for chegado o momento) e doutriná-los.

Ataques sexuais por parte de espíritos desencarnados

Durante a viagem astral consciente, muitos perigos espreitam, quando não orientada devidamente sob a guarda e proteção dos guias do médium. A mente do médium quando deixada livre durante o dia com pensamentos libidinosos de natureza negativa, aquando da passagem do estado de vigília para o estado de sono, arrasta o espírito para o astral inferior, plano para onde todas as emoções e os pensamentos negativos de toda a humanidade encarnada na terceira dimensão escorrem como água pluvial para um esgoto no qual os espíritos inferiores se alimentam.
Alguns médiuns relatam terem sido violados por espíritos ou apenas atacados sexualmente enquanto dormiam ou sonhavam. Esses ataques são mais frequentes aquando de uma viagem astral. Outras descrições constatam o facto de terem sentido presenças à noite no escuro, ao seu lado ou em cima de si na cama, quando dormiam sozinhos ou com o(a) companheiro(a) dormindo ao lado na cama. Relatam o facto de terem sentido inclusive a respiração de alguém pairando sobre o seu corpo, o cheiro a tabaco ou bebida alcoólica, um bafo nauseabundo, cheiro a enxofre e uma leve pressão sobre certas partes do seu corpo apesar da imobilidade do corpo físico do médium bem como a sensação de que as mantas se moviam como que atuadas por alguém.
Essas energias são por vezes obsessores da vítima que vêm cobrar (por justa causa ou não) algo que acham que têm direito. Esses obsessores podem ser o próprio esposo ou esposa do médium que não aceitam o seu desencarne e insistem em manter-se junto do seu(sua) antigo(a) companheiro(a) como podem ser outras energias que vêm por razões cármicas. Normalmente, existe uma relação anterior, na encarnação atual ou passada, que conferiu o direito de o espírito vir obsidiar a sua “vítima”. Deus não joga aos dados. Há sempre uma causa. As energias desencarnadas nunca atacam sem motivo. Tem sempre que haver uma autorização da própria vítima para ser obsidiada pelo espírito de outrem bem como a permissão de Deus para que tal suceda. Tal acontece para que haja um reequilíbrio cármico. A viagem astral não é um privilégio de alguns médiuns. É um fenômeno bem mais comum do que se imagina e alguns factores podem aumentar grandemente a sua ocorrência.
Limpeza espiritual para pessoas com mediunidade em desequilíbrio
Pessoas com muita mediunidade, de uma forma natural e sem que o possam controlar embora se apercebam, atraem outras pessoas que de uma forma espontânea e não solicitada, começam a contar-lhes a sua vida e os seus problemas pessoais. Isto acontece nos mais diversos locais tal como uma paragem de autocarro ou de metro, numa loja de roupa ou numa sala de espera. Essas pessoas vêm buscar energia ao médium que lha cede automaticamente só com o simples facto de dar atenção à pessoa. Uma das características mais desagradáveis para as pessoas com muita mediunidade consiste em absorver a energia negativa de pessoas e ambientes. Ao longo de dias e semanas, o médium vai ficando cada vez mais “carregado” de energias negativas que vai absorvendo à medida que lida com outras pessoas ou está em ambientes com muita negatividade (medo e apreensão num consultório de dentista, num hospital, stress numa empresa, etc).
Assim, dado que o médium cede muitas vezes a sua energia em função de outras pessoas e absorve para si as energias negativas, ele tem a necessidade de se limpar energeticamente. Se não se limpar, começa a acumular fluidos negativos de outras pessoas (raiva, medo, tristeza, apatia, melancolia, tédio, ansiedade, nervosismo) o que mais cedo ou mais tarde, para além da parte psicológica, acaba por afetar a parte física.

Como equilibrar a mediunidade


A prática da meditação é uma poderosa ajuda para o médium onde não só este pode restaurar o equilíbrio energético como pode, de uma forma segura, desenvolver a sua mediunidade aguçando a sua intuição. A oração como forma de meditação também ajuda o médium dado que o faz focar-se em energias divinas e amorosas e, ao focar-se numa energia divina, começa a assumir as mesmas características.
A prática regular do Reiki em modo de auto-tratamento também é altamente aconselhável bem como quaisquer outras terapias alternativas (Acupunctura, Terapia Multidimensional, Cura Reconecta, Cura Quântica Estelar, Mesa Radiónica, Pêndulo Hebreu, etc).
É também recomendável rodear-se de pessoas positivas, com uma forma de pensar positiva, felizes e gratas pela vida e afastar-se de pessoas negativas, rancorosas, cépticas em relação a uma vida feliz e em equilíbrio bem como ler livros de auto-ajuda e Espiritualidade que vão educar a pessoa para uma vida mais feliz. Deverá afastar-se quando considerar que não consegue transformar pessoas negativas para algo mais positivo ou que não está ainda em condições de o fazer, quer porque não se sente preparado ou porque essas mesmas pessoas não desejam mudar.

terça-feira, 12 de abril de 2016

O significado das 3 cores Osún ,Efun ,Waji.

O significado das 3 cores Osún ,Efun ,Waji.


Efun (barro branco encontrado no fundo dos rios); foi o primeiro condimento utilizado antes da introdução do Sal. Muito usado em Ebos elaborados para aos Orisa-funfun (Orisa’s dos primórdios).O efun simboliza o Dia, por isso, quando em pó, seja soprado ou friccionado seco é utilizado com o objetivo de expandir, vitalizar, iluminar, clarear, despertar, avivar. Já o Efun molhado com água pura ou com o soro do Igbin é utilizado para acalmar, tranqüilizar, adormecer, suavizar, abrandar, repousar, proteger. Por isso que a cabeça do Yawo em reclusão deve permanecer coberta de pó de Efun o Dia, e durante a noite coberta com Waji e pequenas marcas de Efun

Arokin ou Waji, tinta azul que símbolo da idealização, transformação, direcionamento. Utilizado para fins financeiros, atrair dinheiro, transformar ou neutralizar energias ruins, acalmar alterar, afastar energia de Iku-Egun e espíritos perversos.

O osún . Pó vermelho que traz a vida ao iniciado simboliza a cor do ejé ou seja da vida do renascimento muito empregado para os yawôs só não se deve usar em filhos de oxalá quando dos mesmos recolhidos muito apreciado para ebós de riqueza e afastamento de doenças e recuperação da Vida 

sábado, 5 de março de 2016

Vódun Agué - O senhor das folhas


Vódun Agué - O senhor das folhas





Agué (grafa-se Agὲ em fongbé) é um vódun de grande importância dentro da cultura Jeje. Porém, é precipitado assimilar o Vodun Agué ao Orixá yorubá Osaniyn aplicando a ele todas as atribuições que o orixá ganha. De certa forma, Agué e Osaniyn tem muitas características em comum, mas tem muitas diferenças também. Agué é o vodun da família de Sakpata, que representaas folhas, as plantas, o poder da mágica dos vegetais, a medicina e a terra. Mas além disso, Agué está ligado à caça e a fartura, é ele quem traz os alimentos e mata a fome de seu povo, assemelhando-se em muito também com Oxóssi. Além destas atribuições, Agué também é visto como um grande guerreiro e defensor; é ele o responsável pela defesa de seu povo, e na icografia, muitas vezes é representado portando uma espécie de espingarda, ligando-se em muito ao Vodun Gún (Ogun), e há quem diga que é ele “o verdadeiro Ogun do Jeje”.

Agué é tido por alguns como filho de Mawu-Lissá, por outros como sendo filho da grande mãe Nanã Buluku, aprendendo com ela os segredos de íkú (morte), por isso Agué é um vodun que também se relaciona aos akútútòs (eguns) e tem fundamentos com vodun Ayizan, que em Jeje Mahi é um vodun feminino, ligada aos ancestrais e a morte.
Na sequência do “dorozan” ou “odorozan” (o mesmo que xirê para os nagôs), o Vodun Agué é saudado logo após Ogun. Não se pode iniciar ninguém sem os fundamentos de Agué. Ele carrega também um arco e uma flecha com os quais realiza sua caçada. Sua saudação é Agué bèno bèno átábìriko. Suas cores variam entre verde mesclado ao branco ou verde e amarelo, podendo usar o vermelho. Consagra-se a Agué a terça ou a quinta-feira. Suas vodunsis são chamadas de Aguésì.
Com este texto quero também ressaltar sobre a importancia de se evitar a comparação entre os orixás e voduns, pois muitas vezes, as atribuições de um ou de outro podem se perder devido a isso. Temos como outro exemplo bem típico a associação entre Oyá e Djó, onde muitos definem Djó como sendo senhora dos ventos, quendo na verdade, Djó é um vodun da família de Hevioso (mais precisamente de Avejidá), ligada a atmosfera e responsável pelas chuvas que resfriam a terra, dividindo com os voduns Kavionos o poder sobre o fogo e considerada um vodun andrógino. Começando assim pode-se resgatar muito do que se foi perdido com o passar do tempo.

Na mitologia Ewe e Fon. Ele tem uma só perna, às vezes representado também com um só braço e um só olho, e ensinou aos homens os segredos das plantas e todas as artes. Agué é também o chefe de todos os aziza, ou espíritos da florestas similares aos elfos ou gnomos das mitologias européias.

Enquanto Gú, cujo emblema é o facão do desbravador, representa o engenho a força bruta e a ocupação de espaços pelas sociedades humanas através da destruição e domesticação da natureza, Agué, cujo emblema é o arco e flecha, encarna a inteligência e a sensibilidade do indivíduo para se adaptar à natureza. Agué possui características que o aproxima dos orixás Oxóssi mas, sobretudo, de Ossaíyn.




Fonte :Facebook Ketú 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Entrevista com Babá Rychelmy Imbiriba


Nome: Rychelmy Imbiriba
Ilê Asé Ojisé Olodumare
20 anos de iniciado

O que é ser pai de santo com tão pouca idade?
Resposta: Tem coisas que não escolhemos, apenas sigo a orientação do orixá. As pessoas me procuram e faço que deve ser feito não existe expectativas apenas sigo as orientações de Ifá.

Você já sofreu algum preconceito por ser tão jovem?
Resposta: No começo de minha vida sacerdotal, sim. Quando abrí casa de santo tinha apenas 23 anos, era difícil para algumas pessoas procurar ajuda espiritual e dar de cara com um menino, isso era tão comum que todas as pessoas que iniciei nos primeiros barcos eram mais velhas do que eu . Quando as pessoas passam a conhecer a minha realidade dentro do axé essas divergências desaparecem.

Você já sofreu algum preconceito com relação a religião?
Resposta: Sofremos preconceito todos os dias. Somos perseguidos quando usamos branco, quando fazemos nossas oferendas em locais públicos, quando precisamos cumprir nossos resguardos. Os radicalistas cristãos estão sempre prontos a jogar sua religiosidade em nossa goela abaixo, seja na porta de nossas casas, nos transportes públicos ou em eventos. Porém, acredito que estamos politicamente mais articulados, cientes dos nossos direitos e prontos para o diálogo

Esse tempo dentro do Axé o que mais lhe marcou?
Resposta: É sempre emocionante nas festas de meu orixá ver todas aquelas pessoas reunidas, pessoas que nunca tinham visto, que não eram de minha família, mas que por obra do destino foram por mim iniciadas no candomblé. Pensar que raspei cada uma daquelas cabeças, vir nascer cada orixá, vivi momentos de lágrimas e sorrisos. É algo muito forte.

Algum filho seu já sofreu algum tipo de preconceito?
Resposta: Claro, já tive que ir na escola, no trabalho de filhos, resolver pendências ou situações de constrangimentos, momentos da necessidade de cumprir o resguardo do orixá. Nesses momentos, não deixo de ir pessoalmente resolver essas questões, pois cabe a mim como sacerdote zelar por aqueles pelo qual sou responsável.

O que você acha dos sacerdotes usarem redes sociais para dizer piadas e reclamar com os filhos de santo?
Resposta: Eu acredito que certos  comportamentos vem da criação, vem de família. A etiqueta e o bom tom são sempre bem vindos nas redes sociais, ninguém precisa ouvir grosserias ou lamentações, isso deve ser dito diretamente e se possível pessoalmente a quem o pai ou a mãe deve educar.

O que você diria a um pai (máe)  de santo que tem esse comportamento?
Resposta: Não tenho que dizer nada, cada um dá o que recebeu, e não cabe a mim corrigir ninguém, cada um na sua.

O fato de ser gay ou lésbica,negro ou branco  impede de ser iniciado no axé?
Resposta: Se você observou há uma enorme diversidade de gêneros, raças, opções sexuais dentro das casas de santo. Somos uma religião que abraça a essência da pessoa e não outros aspectos que não nos cabe.

Há algum tipo de seleção para se iniciar no santo?
Resposta: Não, não somos uma empresa.

O que você diria aos sacerdotes que estão abrindo roça, mexendo com o povo, com a vida das pessoas?
Resposta: Não diria nada, não cabe a mim.

Você tem algum pai ou mãe que você se espelha?
Resposta: Meu pai Gilson, minha mãe Lourdes, pai Valtinho, um grande professor, mãe Jojó do Alaketu e pai Farodê, Mãe Vera de Iansã que são exemplos dentro da religião.



Entrevista cedida com muito carinho pelo Babá Rychelmy Imbiriba ao contosdeumaabia. 


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Solidão



Solidão é ausência do outro; solitude é sua própria presença.
Perceba... Nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Solitude é nossa própria natureza, mas não estamos conscientes disso. E por não estarmos conscientes disso, em lugar de ver nossa solitude como uma tremenda beleza e êxtase, silêncio e paz; um estar à vontade com a existência... Nós a confundimos com solidão.
A solitude é uma presença, uma presença transbordante. Você está tão pleno de presença que você pode preencher todo o universo com ela, e não há necessidade de alguém mais. O que é necessário não é algo para que você possa esquecer sua solidão. O que é necessário é que você se torne consciente de sua solitude – a qual é uma realidade.

Você não ama sua mulher, está simplesmente usando-a para não estar só. Nem ela também o ama, pois está sob a mesma paranoia; ela está lhe usando para não se sentir sozinha. Tudo em nome do amor.
Todo mundo foge correndo da solidão. Ela é como uma ferida, dói.
Originalmente as pessoas não ficam felizes quando sozinhas. Elas se sentem muito vazias, acham que alguma coisa está faltando. Não podem viver sozinhas por muito tempo – elas buscam um relacionamento. Dessa forma o relacionamento é somente uma fuga de si mesmo.
Existem apenas dois tipos de pessoas: aquelas que fogem de sua solidão – a maioria, 99,99% das pessoas fogem de si mesmas; e o restante – 0,01% são os meditadores, que dizem: “Se a solidão é uma verdade, então é uma verdade; portanto não faz sentido fugir dela. É melhor penetrar nela, encontra-la, encará-la como ela é.
Milhões de pessoas continuam mantendo seus relacionamentos mesmo que sejam simplesmente um inferno! Apenas devido ao medo de que serão abandonadas sozinhas; eles continuam apegados.
É uma miséria, um grande sofrimento, é uma tortura, mas ao menos alguém lhe faz companhia. Em comparação com ser deixado só, é melhor ser miserável, mas estar com alguém.
Essa é uma das razões porque milhões de pessoas prosseguem sofrendo e ainda assim se apegam aos mesmos relacionamentos - os quais não dão a eles nenhum conforto. Mas que são simplesmente destrutivos.
Somente o homem ou mulher que seja capaz de estar sozinho, também é capaz de se relacionar sem ser destruído por isso, pois estar sozinho não é mais um medo. Se algum relacionamento gera miséria, você simplesmente sai fora dele - ninguém pode lhe impedir.
É uma situação bem patética que milhões de pessoas estejam apegadas uns aos outros, simplesmente devido ao medo de que sejam abandonados e deixados sozinhos.
E estar só é a nossa natureza; não há nada a temer, você só precisa experienciar isso."
(Osho)

Fonte fac Osho Na Minha Vida.

O seu corpo não é simplesmente físico






O seu corpo não é simplesmente físico. Muitas coisas penetraram nos seus músculos, na estrutura do seu corpo, por meio da repressão. Se reprimir a raiva, o veneno vai para o seu corpo. Vai para os músculos, vai para o sangue. Quando você reprime alguma coisa, isso deixa de ser apenas um fenômeno mental e passa a ser físico também — porque, na verdade, você não está dividido. Você não é corpo “e” mente; você é corpomente, psicossomático. Você é as duas coisas ao mesmo tempo. Portanto, qualquer coisa impingida ao corpo afeta a mente e qualquer coisa impingida à mente afeta o corpo. Corpo e mente são dois aspectos da mesma entidade.
Por exemplo, quando fica com raiva, o que acontece com o corpo? Sempre que você fica com raiva, alguns venenos são liberados no seu sangue. Sem esses venenos você não enlouqueceria a ponto de ficar encolerizado. Você tem certas glândulas no corpo e essas glândulas liberam determinadas substâncias químicas. Ora, isso é científico, não é só filosofia. O seu sangue fica envenenado. É por isso que, se tomado de raiva, você pode fazer coisas que normalmente não faria. Quando está com raiva, você consegue empurrar uma grande rocha — o que não conseguiria normalmente. Você mal consegue acreditar depois, ao ver que conseguiu empurrar a rocha, atirá-la longe ou erguê-la. Quando volta ao normal, você não consegue mais erguê-la, porque já não é mais o mesmo. Certas substâncias químicas estavam circulando na corrente sanguínea, você vivia um estado de emergência; toda a sua energia foi canalizada para a ação.

Mas, quando um animal fica enraivecido, ele simplesmente fica enraivecido. Ele não tem nenhuma moralidade quanto a isso, nada lhe foi ensinado a respeito; ele simplesmente fica enraivecido e a raiva é expressada. Quando você fica com raiva, a sua raiva é parecida como a de qualquer 
animal, mas então existe a sociedade, a moralidade, a etiqueta e milhares de outras coisas. Você abafa a raiva. Você força um sorriso e abafa a raiva. O que acontece com o seu corpo? O corpo está pronto para brigar — ou brigar ou tugir do perigo, ou enfrentá-lo ou fugir dele. O corpo está pronto para fazer alguma coisa — a raiva é só a prontidão para fazer alguma coisa. O corpo ia ser violento, agressivo.
Se você pudesse ser violento e agressivo, então a energia seria extravasada. Mas você não pode — não é conveniente, por isso você a abafa. Então o que acontecerá com todos esses músculos que estavam prontos para ser agressivos? Eles ficarão atrofiados. A energia os está pressionando para serem agressivos e você está fazendo uma pressão contrária para que não sejam. Haverá um conflito. Nos seus músculos, no seu sangue, nos tecidos do seu corpo haverá um conflito. Eles estão prontos para expressar algo e você os pressiona para que não se expressem. Você está reprimindo os seus músculos. Então o corpo fica atrofiado. Isso acontece com todas as emoções, dia após dia, durante anos. Então o corpo fica todo atrofiado. Todos os nervos ficam atrofiados; deixam de fluir, não são mais caldais, não estão mais vivos. Eles ficam mortos, foram envenenados e ficaram todos emaranhados. Não são mais naturais."
('Osho)
Fonte Osho Na Minha Vida.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Akoko é a folha de todas as pessoas inteligentes


Akòko costuma ser associada sempre a prosperidade, tanto de dinheiro (owo) como de filhos (omo). Essa árvore não é uma espécie nativa do Brasil, sendo introduzida aqui pelos africanos, onde se adaptou perfeitamente.
Entre os iorubas, é considerada um sinal de prosperidade, pois seus troncos eram muito empregados nas feiras, locais onde o comércio era intenso. Era comum que, após serem utilizadas como estacas seus troncos brotassem, gerando novas árvores. Dentro das casas de Candomblé Ketu costuma estar associada principalmente a Ogun e Ossayin, embora na verdade costume ser empregada para todos os orixás.

Já no culto Egúngun, o akòko desempenha um papel fundamental na união dos seres do Ayé (mundo dos vivos) e Orun (mundo dos espíritos). Seu tronco, que geralmente não é muito ramificado, lembra um grande opó ixé, que ligaria o Céu a Terra. Nesse caso, sua principal relação se dá com a iyagbá Oyá, Senhora dos Ventos e dos eguns, que recebe o título de Alakòko, Senhora do Akòko. Constatamos assim dois aspectos importantes dessa árvore: sua ligação com a ancestralidade e com o elemento ar.

Entre os Jeje, recebe o nome de Ahoho (pelos Mahí) e Hunmatin (pelos Mina). O ahoho é um huntingomé/jassú (árvore sagrada) consagrado ao vodún Gun (Togbo) que costuma tê-la como seu principal atín sa. Segundo a tradição Mahí os galhos do Ahoho devem ser levados junto ao corpo, em viagens longas, ou que ofereçam algum tipo de risco. Durante a execução de obrigações difíceis também. Essa medida teria como finalidade atrair a proteção de Togbô, que é um guerreiro terrível e que sempre luta pelos seus filhos.
Dizem os antigos que esse ewé está ligado ao final do ciclo da iniciação, quando uma nova etapa na vida do iniciado começará. Por isso é uma folha muito empregada durante cerimônias de festejo dos sete anos (Odu Ige) de iniciado, principalmente quando ocorre entrega de oye (cargo). Segundo alguns, nenhum rei é considerado rei se não tiver levado no seu orí a folha do akòko.
Quem quiser plantar o akóko não precisa de muito espaço, pois o seu tronco não é muito grosso, porém o seu porte é majestoso, fica bem alta. Suas flores também são bem bonitas, lembram bastante a de um ipê rosa, pois pertence a mesma família botânica (Bignoniaceae). Só cuidado, pois eu já vi gente vendendo akosí (Polyscias guilfoylei) como se fosse akòko. Salve o novo Rei! Árvore forte e imponente, esse é o akoko. Vamos cantar para ele:

Ewé ófé gbogbo akoko
Ewé ofé gbogbo akoko
Awá li li awá oro
Ewé ofé gbogbo akoko

Akoko,é a folha de todas as pessoas inteligentes
Akoko é a folhas de todas as pessoas inteligentes
Nós temos , nós somos, riquezas e saúde
Akoko é a folha de todas as pessoas inteligentes 

Carnaval



Alguém sair fantasiado do Orixá ou de Povo da Rua nos dias de hoje causa um tremendo frisson, né?!
Imagina se as pessoas estudassem um pouquinho só que fosse sobre o carnaval, e descobrissem que esta festa foi criada justamente pela devoção ás Entidades e ás Almas...
Se espantariam em descobrir que o "pagodinho do Cacique de Ramos" é na verdade uma casa de Oxóssi... Assim como a Portela...
Foliões de "ensaio técnico" não vêem Iansã reinando na Estação Primeira de Mangueira, ou a Porto da Pedra em sua dedicação á Xangô... e por aí vai...
O carnaval é negro, e nele também temos sincretizados Orixás e Guias... e SEMPRE tivemos...
E apesar de todo esse "embranquecimento" que vai desde ás festas raves na Sapucaí aos blocos que passam depois do carnaval, eles estão aqui, protegendo cada filho deste mundão louco em que vivemos. Cada bisneto e tataraneto de uma cultura que sofreu opressão em sua maior parte de existência... que teve que se disfarçar, se adaptar...
Até que saiu da marginalidade e hoje, é preciso que celebridades representem... e virou a festa do lucro! Quanto dinheiro, não é mesmo...???
Maria Padilha? Zé Pilintra? Tranca-Ruas? Estão todos aí! Pois foram eles que praticaram a vadiagem, apanharam da polícia, enfrentaram as demandas, para que hoje, você faça a festa, se divirta...!
Maria Padilha SEMPRE esteve no carnaval, meus amores...
Só que hoje, ela está fantasiada de Viviane Araújo...!

Texto :(Carolline Marinho)
Fonte : Matrizes Africanas de Cariacica

domingo, 24 de janeiro de 2016

Adupé Orisá ESÚ




ÈSÙ YANGI
ÈSÙ BÀBÁ ALÀSÉ
KI NNKAN MÁ SE OMO MI
KI NNKAN MÁ SE AYA MI
ÀTI ÈMI NÀÁ
MÁ SE MI LU ÉNIYÀN, MÁ SE ÉNÌYÀN LU MI
LÀNÀ OWÓ, LÀNÀ OMO KÀN MI O
ÈSÙ MÁ SE MI, OMO ELÒMÍRÀN NI O SE
ASÓRO LÒGO AKÉTÈPE LÒGBÓ
ÒLÒRÙN MÁÀ JÉ KI ARI ÌJÀ ÈSÙ O
Èsù Yangi
Èsù, Bàbá Alàsé
Proteja Minhas Crianças Das Forças Do Mal
Proteja Minha Mulher Das Forças Do Mal
E Me Proteja Também
Èsù, Não Me Tente Contra As Pessoas;
Não Tente As Pessoas Contra Mim
Deixe-Me Ter Dinheiro E Crianças
Èsù, Não Me Tente Os Outros Para Cometer Crimes
O Que Tem Força Espanca, E Tem Grupos Fortes
Deus Me Proteja Da Raiva De Èsù



"Esú Oni bodè Orum


Oseturá eni omo iá eni o mo babá
Ti Adi toju bi omo Elegbara iuô la pe loni uá loni i bi omo ti njé
Iá re uara nitori rogbô diã ilê aiê po jojô ogum ni uá
Ogum lehim ilê aiê ogum ojô jumo ogum
Ati iê to mu olomo ki o ma mo omo re to mu ore di otá arauom
To mu eni du ipo omo lakeji to jeki a fé oju mo nkã eni
Auá bebê fum abó re Exu Lalu uá gbô orô ati laroiê
Uá so uá babá njadê lo so uá ti a pá padá uá le uá ki ogum
Aiê ma le riuá gbe se Exu olo na onã ti Exu ba si enikã ki di uá si onã fun
Uá eniti Exu ba si onarê lo segum aiê se uani olussegum ki otá
Ma leri na gbe se eni onã re ba si pereguedê loni alafia babá orô Exu Odara da abó re bouá loni
Axé axé axé."

Tradução

Exu guardião do Orum
Oxeturá, aquele que não conhece sua mãe, aquele que não conhece seu pai
Mas que recebeu todo cuidado de Adi, O dinâmico. É você que estamos chamando, venha nos atender hoje assim que o filho atende sua mãe
As intrigas deste mundo estão demais
A guerra está na frente, a guerra está atrás de nós
O mundo é uma guerra diária A guerra de sobrevivência
Que fez os pais desconhecerem seus filhos Que fez os amigos virarem inimigos Que fez pessoas tomarem o lugar dos outros
Que fez com que colocassem olho grande em nossas coisas Nós estamos pedindo a sua proteção Exu, o ouvidor, Venha ouvir nossas palavras e reivindicações
Proteja-nos ao sairmos de casa Proteja-nos ao voltarmos para casa, que a guerra deste mundo não consiga nos vencer Exu o dono dos caminhos
O caminho que Exu abre ninguém é capaz de fechar, venha abrir nossos caminhos
Aquele a quem Exu abrir os caminhos será o vencedor na guerra da vida Faça de nós vencedores Que o inimigo não consiga nos vencer
Aquele que tem seus caminhos abertos Terá saúde, o pai de todas as riquezas Exu o imprevisto venha a nos proteger hoje com todas as forças axé.




Fonte :
Cultura e Filosofia Africana