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domingo, 22 de novembro de 2015

Também conhecido como alaká, pano-de-alaká ou pano-de-cuia, o pano-da-costa é de origem africana e compõe a indumentária da roupa de baiana.



O pano da costa é parte integrante da indumentária de baiana característica das ruas de Salvador e do Rio de Janeiro no século XIX. Usado sobre os ombros, o pano da costa teria, como principal função, de acordo com o pesquisador Raul Lody (2003), distinguir o posicionamento feminino nas comunidades afro-brasileiras. Geralmente retangular, o pano da costa é tradicionalmente branco ou bicolor (listrado ou em xadrez madras) podendo ser bordado ou com aplicações em rendas. O nome pode ter derivado de sua origem(a Costa do Marfim, na África) ou do fato de ele ser usado preferencialmente jogado sobre os ombros e costas.  As fantasias da ala de baianas das escolas de samba frequentemente exibem panos da costa. Muitas vezes esses elementos são transfigurados para se adaptarem aos temas da roupa.

No Candomblé
Presença e distintivo do posicionamento feminino nas comunidades religiosas afro-brasileiras, o pano-da-costa, não é apenas um complemento da indumentária da mulher; é a marca do sentido religioso nas ações da mulher como iniciada ou dirigente dos terreiros, aqui no Brasil, claro. Observemos a profunda conotação sócia religiosa desse simples pedaço de tecido, que atua em tão diversificadas situações, desempenhando papéis dos mais significativos e necessários para a sobrevivência dos rituais africanos. O pano-da-costa é assim chamado por ter sido um tipo de tecido vindo da costa dos escravos, Costa Mina, Costa do Ouro. O tecido original foi substituído por outros tipos de tecidos, o que não diminui em nada as funções do pano-da-costa.

O pano-da-costa identifica a mulher feita, iniciada, aqui no Brasil, mesmo que ela não esteja de roupa de santo completa.  Mas na realidade, esse pano, protege as costas das mulheres, e servem de “CARREGA BEBÊ”. Nada mais que isso.
A situação do pano-da-costa é de maior importância, se colocarmos a presença da mulher como símbolo do poder sócio-religioso e arquétipo dos valores mágicos da fertilidade, isso motivado pelas formas anatômicas características da mulher. O sentido protetor do pano-da-costa é outro aspecto que merece atenção.

As Yawos, ao terminar o período de feitura começam a travar seus primeiros contatos com o mundo exterior protegidas pelo pano-da-costa branco, que representa o prolongamento do Ala de Oxalá, envolvendo praticamente todo o seu corpo no grande pano-da-costa, procura manter os valores religiosos de sua feitura quando em contato com os valores profanos encontrados extramuros dos terreiros.
Nos sirruns/axexes, a mesma proteção do pano-da-costa, ateado como capa envolvente mágica, aparece guardando as mulheres das presenças de egum.

 O PANO-DA-COSTA é de uso exclusivo da mulher nos cultos africanos, porque uma das principais funções do mesmo é proteger os órgãos reprodutores das mulheres, das Yamis.
Listrado, liso, estampado ou bordado em richelieu ou renda, é por meio dele que a mulher demonstra sua posição hierárquica na organização sócio-religiosa dos terreiros.
Em Salvador/BA, mais precisamente no Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, a tecelagem tradicional do pano-da-costa está ligada ao uso e ao simbolismo sócio-religioso do tecido na composição das roupas rituais do candomblé.  Nos rituais de sirrum/axexe as mulheres usam dois panos-da-costa branco: um protegendo seus ventres e outro sobre os ombros como uma capa que envolve todo o seu colo e seios.

O PANO-DA-COSTA deve ter no mínimo 60 cm de largura para que possa proteger os órgãos que necessitam de proteção. As famosas mães de santo não usam o pano-da-costa na cintura nunca

No Rio de Janeiro e outros estados, onde a chamada “evolução” está destruindo e recriando situações a bel prazer, convencionou-se que o pano-da-costa deve ser usado de acordo com a idade de santo, isto é, só usa preso acima dos seios aquelas que ainda são yawos. Está errado, pano-da-costa é para ser usado dessa forma mesmo independente da idade de feitura, quando muito, pode-se enrolar até abaixo dos seios.

DE ALGUNS ANOS PARA CÁ OS HOMENS ADERIRAM O PANO-DA-COSTA, MAS NENHUM DELES ATÉ AGORA EXPLICOU O PORQUÊ DE USÁ-LO E NEM PODEM EXPLICAR, POIS O MESMO É DE USO EXCLUSIVAMENTE FEMININO.
E PIOR AINDA, O USAM NA CINTURA. PARA PROTEGER O QUE?

Observem que as Orisa mulheres(Yiabas) usam o pano-da-costa, os Orisa homens  (Aboròs) usam o pano-da-costa amarrados no ombro lembrando um ALAKA (esse sim pertence ao homem) ou amarrado para trás, ou simplesmente ficam com o peito nu adornados pelas contas e brajas. Em algumas casas encontramos abians usando pano da costa, esse procedimento está errado. Os abians ainda não tiveram seus pontos de energias abertos durante uma feitura, portanto as mesmas não necessitam dessa proteção ainda.

No caso das Egbómis, o pano da Costa deve ser colocado na cintura elegantemente ou sobre o peito, jamais deve ser enrolado ou torcido, feito uma faixa ou Ojá, na cintura. Uma iniciada deve saber usar o pano da Costa, pois este é uma peça do vestuário muito importante. Outro fato relevante é quanto à estampa e cor do tecido. São adequadas as estampas em listras e quadros que lembram as formas presentes na indumentária nigeriana. Quando feitos de tecido liso, devem ser de cores claras: branca, bege, rosa ou azul claro. Nunca devem ser de cores quentes, berrantes, de seda ou estampados vivos, o que causaria “risos” entre as iniciadas mais antigas. Pano da Costa na cintura ou no peito é demonstração de trabalho, assim usados no barracão, quando em função religiosa. Caso contrário, no dia-a-dia do terreiro pode ser “jogado” sobre o ombro direito e se mantém esticado ao longo do tronco. Não se “dança” sem esta peça da indumentária.  

Mesmo fora do trabalho, para visita ou passeio o seu uso é indispensável. Em casas tradicionais, quando uma iniciada chega sem o pano da Costa é comum a proprietária do terreiro emprestar um à visitante, que, em sinal de educação ou respeito, coloca-o sobre o ombro direito ou, se entrar na roda, usa-o de maneira adequada à sua posição dentro da hierarquia do Candomblé; O pano da Costa é a peça de maior significado histórico dentro do vestuário africano, em conjunto com o torso. O uso de saia, Camisu ou bata e pano da Costa são indispensáveis dentro do Axé… 

A maneira de amarrar, colocar ou “enrolar” o pano varia de acordo com a situação, o ritual desenvolvido ou a posição hierárquica.


Asé


Folha de Teteregun

A Importância da Folha de Teteregun

A Religião dos Òrìsàs é cheia de rituais e simbolismos. No entanto, a razão desses rituais nem sempre é de conhecimento da maioria dos adeptos.
Um dos rituais mais recorrentes no Candomblé, refere-se a folha de Teteregun, a qual é utilizada para molhar a cabeça dos Omo Òrìsà (filhos dos Deuses) e, em diversas outras ocasiões, pedindo-se sempre coisas boas.
Mas porque fazemos isso? Uma antiga história de Ifá, narra que, Teteregun não realizou uma oferenda prescrita por Olokun e, quem em razão disso, estava ficando completamente seca. Desse modo, Teteregun ficou desesperada e resolveu consultar o oráculo sagrado. Ifá, o Deus da Adivinhação, por meio do oráculo disse que Teteregun deveria realizar um sacrifício, sendo que esse sacrifício seria pegar água para Olokun, ao longo de alguns dias.

Logo ao amanhecer, Teteregun foi ao rio, quando Teteregun retornou já era noite, ela pegou toda água que trouxe e derramou no mar para Olokun. Teteregun fez isso ao longo de alguns dias, sendo que no último dia, Olokun molhou o corpo de Teteregun, dizendo que ela seria a folha encarregada de molhar o seco, que ela seria a folha com o poder de refrescar o calor, que ela seria a folha capaz de apaziguar a cólera, da mesma forma, como ela conseguiu apaziguar Olokun.
Fonte facebook Candomblé Fé O$tentação


sábado, 14 de novembro de 2015

OYÁ / ÌYÁNSÁN

OYÁ / ÌYÁNSÁN


"OYÁ BI AKUFO IKOKO TI NRO KOKO-KOKO"
"OYá É COMO UM POTE DE BARRO JÁ ANTIGO, MAS QUE AO SER TOCADO REVELA POSSUIR AINDA TOTAL RESISTÊNCIA".
OYÁ " está associada a um aspecto do ar, ao vento e particularmente à tempestade e ao relâmpago (ar mais movimento = fogo); e está associada aos ancestrais masculinos que ela dirige e maneja "
Há um conhecido mito que relata que Ègún é o nono filho de OYÁ em sua relação com Sàngó. Casada com Ògún e não podendo ter filhos, OYÁ consultou um Bàbáláwò. IFÁ revelou que ela só poderia ter filhos se fosse possuída com violência por um homem.
Sàngó a tomou e OYÁ teve nove filhos, sendo que os primeiros oito nasceram mudos. IFÁ foi novamente consultado e prescreveu-lhe que fizesse sacrifícios. OYÁ os fez e o seu nono filho foi Ègún…. Ègún não era mudo, mas falava com uma voz que não era humana.
Aliás, um Ìtan do ODU OSA MEJI, relatando sobre os sacrifícios feitos por OYÁ para ter crianças, diz que:
eles pegaram a carne de ovelha e fizeram remédio para ela. E ela comeu. Quando ela deu à luz, ela deu à luz nove crianças. Ela é "a mãe que teve nove". E isso é como OYÁ tornou-se ÌYÁNSÁN, "a mãe dos nove". A carne de ovelha que ela comeu como prescrição para ter crianças nunca mais tocou seus lábios novamente. Isso é porque OYÁ não come ovelhas e esse animal é ewo (tabu) para os seus adoradores..."
No Brasil essa proibição é seguida tradicionalmente e os iniciados em OYÁ recebem a restrição à carne de ovelha/carneiro.
Desta forma OYÁ, que é dentre os EBORA femininos a única considerada filha, constitui-se representante do poder de ÌYÁ´MÍ e princípio genitor feminino - base teológica da existência de Ègún.
Por esses fatores alguns chamam a EBORA OYÁ de " Rainha e mãe dos Ègún ". Assim, ela é, sem dúvida,venerada ao lado dos Ègún e é quem comanda o mundo dos mortos.
Um dos oriki dedicados à OYÁ nos diz, "Ègúngùn l'ode orùn. Òòsà l'ode ayé.", ou seja, "Ègúngùn Oyá, que está no plano dos ancestrais. Òrìsà que está também na vida dos homens".
Pela sua relação com Ègún e o mundo dos mortos nos é possível entender o papel de OYÁ nos rituais de passagem que marcam a integração entre vida e morte.
Um mito nos conta que:
Oduleke, chefe de uma linhagem ilustre de caçadores e pai ancestral de todos os Odè, era casado com Òsún e tomou uma criança para criar. Esta criança, esperta e alegre, tornou-se a preferida de seu pai adotivo e recebeu o nome de OYÁ. A criança cresceu e tornou-se uma jovem que apreendeu com os pais as artes da caça e os segredos da magia.
Um dia, velho e alquebrado, Oduleke é levado pela morte. OYÁ, entristecida, resolve fazer uma homenagem ao pai. Para tanto, reuniu os pertences de caça de Oduleke enrolando-os em um pano por ela bordado. Preparou as comidas prediletas de Oduleke e convidou todos os chefes caçadores para a cerimônia fúnebre.
Cantando e dançando, durante sete dias carregou na cabeça o "carrego" com pertences de caça do pai. Sua voz foi levada aos quatro cantos do mundo pelo vento - seu elemento mágico, e de todos os lugares se apresentaram multidões de caçadores. Ao fim da sétima noite, OYÁ acompanhada por todos os Odès foi depositar o "carrego" ao pé de uma árvore sagrada situada dentro da mata. O pássaro agbe, de penas azuis e brilhantes, deixou o galho da árvore voando para o firmamento.
Olóòrun, emocionado, concedeu à OYÁ o poder de transportar os recém nascidos numa outra vida, os espíritos, do aiyé para o orùn, transformando Oduleke em Òrìsà e Oyá na mãe dos espaços sagrados." Desta forma estava criado o ajeje - vigília do caçador ( chamado no Brasil de Asèsé/Axèxé ), ritual fúnebre dentro da religião do Òrìsà.
OYA, GBE IRE PADE WA O. FUN WA NI ASE NLA-NLA O. OYA, IWO TO TARUGBO SE LOGE, SE WA LOGE O. KI AWA MAA YO BI OJO. KI AWON OMO ARAYE, O MAA YO MO WA :
"OYA, LEVA-NOS DE ENCONTRO A BOA SORTE. DÁ-NOS GRANDE ASE. OYA, VOCÊ QUE PODE REJUVENESCER O VELHO, FAÇA-NOS REJUVENESCER PARA QUE TENHAMOS SEMPRE A APARÊNCIA DO DIA. QUE TODOS OS SERES HUMANOS SE ALEGREM CONOSCO.
"OBINRIN OGUN, OBINRIN ODE. OYA ORIRI AROJU BA OKO KU:
(MULHER GUERREIRA, MULHER CAÇADORA. OYA, A CHARMOSA, QUE DISPÕE DE CORAGEM PARA MORRER COM SEU MARIDO).
Fonte Facebook 
Òrìsàs Candomblé.

Abiã

Abiã
"É Imprescindível, para a longevidade do Candomblé, que se reconheça a Luz de um Abian. Abian é o diamante bruto e deve ser lapidado com Respeito para que reluza a Força do seu Asé."

Migração intercontinental

Os ciganos só chegaram à Europa no século XIV

Não se sabe se os ciganos surgiram na Índia ou no atual Iraque, mas de um desses dois pontos eles rumaram para o Ocidente, chegando à Europa pela região da Armênia, por volta do século XIV. De lá, atravessaram o continente até alcançarem as ilhas britânicas e a península Ibérica. No século XVII, os ciganos já haviam se espalhado por todos os países da Europa e deles seguiram para colônias na América e na África. O documento mais antigo referente à presença dos ciganos no Brasil é de 1574.

Povo do Oriente, Povo Cigano do Oriente e Povo



Para falar sobre esse povo maravilhoso e Iluminado vamos começar por diferenciar um pouco e aproveitar para classificá-los numa escala compreensiva.


Hoje chamam oriente a várias coisas diferentes. Temos assim várias subdivisões do termo (fora aquelas que não conheço):
O Povo do Oriente em si, é formado por um grupo de mentores de energia mais sutil e que realmente trabalham em um nível mais elevado de vibração. Podem ser indus, egípcios, chineses, asiáticos e antigos mesopotânios,hititas , sem falar nos incas e outros povos das américas, esses mais difíceis de achar.



Os ciganos do oriente, aqueles que são orientais de origem , que no passado distante , em geral foram sacerdotes e sacerdotizas de outros povos com grande conhecimento espiritual, não se misturam com os exús, pois suas linhas de trabalho não combinam. Isso nos mostra que não devemos confundir as Pomba-Giras Ciganas com Povo o Cigano(Sejam do oriente ou não) , pois são criaturas de classes diferentes.
Ciganos realmente orientais, tem na maioria das vezes seus assentamentos são feitos com ouro e outros materias que aqui não posso revelar( sementes, favas, cristais...).

Assim temos: 
Povo Oriental: Normalmente conhecidos como mentores são Mestres de outros povos do oriente com grande desenvolvimento espiritual e conhecimento profundo de vários assuntos. São muito cultos e responsáveis, de poucas palavras e muito trabalho. Apresentam-se de forma humilde e simples, não necessitando de nenhum tipo de oferenda além da fé e da dedicação de seus aparelhos, além de exigirem o cumprimento de regras básicas para uma melhor interpenetração de energias com seus médiuns( não comer carne 24 hs antes das sessões, não praticar sexo no mesmo período, manter o corpo e a mente limpos, não consumir álcool, etc... Têm uma vibração extremamente sutil. E esperam que seus médiuns cumpram sua parte no que se refere ao preparo correto para trabalhar com suas energias. Trabalham mais pela irradiação do que pela incorporação propriamente dita.

Ciganos do Oriente: São uma classe de ciganos, composta por aqueles entre eles que em encarnações anteriores tiveram grande conhecimento da espititualidade e de magia, a maioria encarnou entre o povo cigano posteriormente e de tal povo preferiram guardar a imagem com a qual aparecem para nós. Em geral denominam-se ciganos do oriente, para situarem de onde vêm, pois viveram no antigo oriente médio ou no extremo oriente. São mais antigos, ou antes, lembram-se de tempos mais remotos em que foram conhecedores do poder e da magia dos antigos templos.



Não são tão sutis quanto o Povo do Oriente, mas também não são tão mundanos quanto os Ciganos (europeus, apenas para explicar). Levam tudo muito à sério, mas também são alegres, gostam de cantorias , bebem licores,vinho branco,chás de frutas, alguns fumam outros não, Comem comidas ciganas e muitas frutas e frutos da terra. Gostam muito de flores em suas oferendas e trabalham com cristais, cromoterapia, numerologia, astrologia,limpezas de aura, uso dos chacras, fluidoterapia, fluidificação de água com fins curativos, aromoterapia, tarot,  e outros jogos e feitiços de seu conhecimento.
Gostam muito de trabalhar com a cura física e com a doutrinação que cura espiritualmente.
Ciganos: Povo nômade com grande conhecimento de magia , muito alegre, dançante, raça que tem conhecimento de muitos povos justamente por sua origem nômade e sua capacidade de num só tempo cultivar suas tradições e adaptar-se a novos lugares e costumes. Ao contrário dos orientais, não passaram suas vidas no oriente, e sim em andanças pela europa e alguns países do oriente próximo , alguns poucos passaram pela ásia, na altura da ìndia, mas em geral vêm da Europa, e dos países da antiga cortina de ferro.
Trabalham muito com magia do amor e de prosperidade. Bebem, fumam, e seu cardápio inclui as comidas ciganas tradicionais, frutos e frutas. Jogam cartas , lêem mãos São devotos de Santa sara, e de Noss senhora Aparecida. São católicos em sua maioria.

Pomba-giras Ciganas. Não são , em geral ciganas de origem , tornam-se “ciganas” em função do seu modo de vida que levaram e/ou porque buscam o conhecimento da magia cigana para trabalharem, ou porque em algum tempo em suas vidas passadas conviveram com esse povo e dele adquiriram alguns hábitos.
 Nota:Podemos encontrar também entre a malandragem alguns espíritos de ex-ciganos que reencarnaram e se tornaram malandros ( nem todos os malandros se enquadram nesta afirmativa.

Fonte Facebook 
Poesias cigana da estrada 
Autoria  Cristina Zecchinelli



quinta-feira, 12 de março de 2015

Obé ou Agadá”

 
O Obi deve ser sacrificado com faca “Obé ou Agadá”, exceto para o Orixá Nanã. Orin “cântico para sacrificar o Obi”: (Obi dô, Obi dô Ireo! Pá agadá obi dô, obi dô asé.) O Povo do Santo com certeza já ouviu a expressão “eu comi do seu Obi”, em afirmação e confirmação de que esteve presente no ritual pelo qual a pessoa passou. O Obi é um fruto sagrado presente em 99,9 % dos rituais do Candomblé, por esta razão cercado de muito mistério, conceitos, mitos e tabus. Corre uma nota na internet que: “Obi não pode ser cortado com faca”, fato aceito e passado por muitos sacerdotes renomados de forma errônea. Quando o correto era dizer que: “antes do Obi responder alafia não poderia ser cortado” isso para qualquer tipo de Obi; de duas, três, quatro ou mais gomos, até porque o Obi para ser sacrificado ele tem que aceitar a sua condição de sacrifício, mas depois deve ser sacrificado sim e não de qualquer forma, deve ser sacrificado pelo local onde ele iria nascer, justamente no broto, lugar onde iria germinar e tornar-se uma árvore (O sacrifício é justamente este, impedir dele se tornar uma árvore em nome do ritual que está sendo feito). Todo Obi deve ser tratado com muito carinho e respeito, igual a um animal de duas ou quatro patas, deve estar limpo e sem nenhum ferimento e o seu sacrifício deve ser rápido e preciso no local já mencionado, caso contrário seria como sacrificar um animal pelos pés ou barriga ou caso contrário, deixando o animal ferido sem ter a ideia de quando iria morrer. Depois de sacrificado as farpas do seu futuro broto deve ser mastigado pelo sacerdote juntamente com o ataré (pimenta da costa) e proferido o Ofó de Obi para que seu sacrifício e objetivos sejam aceitos e torne-se realidade, servindo em seguida aos ancestrais, Ori e Ara (cabeça e corpo) do indivíduo e seu Orixá, o restante pode ser colocado no Igbá Orixá, partes dele ou total, quando oferecido partes dele o restante deve ser fatiado com faca e servido a todos os presentes, as vezes só com água, com mel ou melaço. O único Orixá que não permite o uso da faca no sacrifício do Obi é Nanã, neste caso pode ser tirado o seu broto com os dentes ou unha do dedo polegar e indicador e evita-se a distribuição com os demais.
 
fonte :pagina facebook TvMojuba

terça-feira, 10 de março de 2015

Casa da música recebe comemoração de 10 anos do Ilê Asé Ojisé Olodumare "Casa do Mensageiro" com muita harmonia e uma bela exposição de grandes momentos especiais pelas lentes Andréa Magnoni.


Bahia ganha presente! Ilê Asé Ojisé Olodumare "Casa do Mensageiro"

 
10 anos do Ilê Asé Ojisé Olodumare "Casa do Mensageiro" 
 

  
Parabenizamos  a todos os filhos da casa do mensageiro pelo pai de santo e zelador de santo que vem a publico falar de sua historia, trajetória, amigos e filhos dentro do Candomblé com muita humildade.

Casa do mensageiro  inovação do candomblé na Bahia, força, seriedade, sabedoria, luz, harmonia, amor, união. 


Meus respeitos  e admiração !Olorun modupe.

Energia viva na terra


Oxumare A Gbe Orun Li Apa Ira
Ile Libi Jin Ojo
O Pon Iyun Pon Nana
O Fi Oro Kan Idawo Luku Wo
O Se Li Oju Oba Ne
Oluwo Li Awa Rese Mesi Eko Ajaya
Baba Nwa Li Ode Ki Awa Gba Ki
A Pupo Bi Orun
Olobi Awa Je Kan Yo
O De Igbo Kùn Bi Ojo
Okó Ijoku Igbo Elu Ko Li Égùn
Okó Ijoku Dudu Oju E A Fi Wo Ran !

A tradução :

Osumare permanece no Céu que ele atravessa com o braço
Ele faz a chuva cair na terra
Ele busca os corais, ele busca as contas nana
Com uma palavra ele examina Luku
Ele faz isso perante seu rei
Chefe a quem adoramos
O pai vem ao pátio para que cresçamos e tenhamos vida
Ele é vasto como o céu
Senhor do Obi, basta a gente comer um deles para ficar satisfeito
Ele chega à floresta e faz barulho como se fosse a chuva
Esposo de Ijo, a mata de anil não tem espinhos
Esposo de Ijoku, que observa as coisas com seus olhos negro.
 


Uma yabá que tem um culto sofisticado e diferenciado dos demais Orixás, amante do silêncio e do refinamento! Sendo assim diz-se que Yewà não suporta "baixarias" nem ofensas!
 
Orixá ligada às artes e ao bom gosto, nem por isso deixa de ter o seu lado temido, pois apesar de ser a grande DAMA DA MAGIA, do encanto e do mistério, também é excelente caçadora e exímia guerreira.
 
Yewà tem o poder da transmutação e recriação; o poder de tornar possível o impossível, de facilitar o difícil, de transformar a doença em saúde!  
Tem grande ligação com Oxumarê, Sapatà, Nanã e ykù.


"Sabe-se que os antigos nem seu nome gostavam de chamar
Era algo de Respeito acompanhado de um Temor que ninguém queria conhecer
Seu nome nunca o traz sozinho,
Ele senhor da Terra, dessa Terra que tudo come
Traz o outro mundo no nome
O mundo daqueles que se foram, mas não foram com fome
Há quem diga que por traz de suas palhas
Há uma beleza que não se espalha
Esconde em si todos os raios do Sol
Um calor que aquece, queima, mas não falha
Nasce da Terra como a vida que se restitui, todos os dias
Nasce da terra por magia que se aflora
Nasce do estourar de Pipoca
Pipocando em flores tudo aquilo antes doente, demente
Senhor de dança quente, de brilho reluzente
Quase que cega quem mente...
Há quem diga que seu nome é tão mistério quanto é sua dança,
Mas não se cansa, Cura em Amor, Cura na Guerra quando empunha sua Lança
E lança pelo mundo para germinar as nossas andanças, nunca é só lembrança...
É vida que guarda a outra vida com sorte
É caminho que protela e acaricia a morte..."


[Foto: Olubajé - Egbe Iyá G'unté 2014 - Roger Cipó © Olhar de um Cipó - Todos os Direitos Reservados / All Copyrights Reserved]

Louvar em ioruba:

Orìsà Jìngbìnì
Abàtà, Arú Bí Ewè Ajó
Orisá Tí Nmú Omo Mú Ìyá
Bí Obaluayê Bá Mú Won Tún
O Tún Lè Sáré Lo Bábá
Orìsà Bí Àjé
Obaluayê mo Ilé Osó, Ó Mo Ilé Àjé
O Gbá Osó L'Ójú,
Osó Kún Fínrínfínrín
O Pa Àjé Ku Ìkan Soso
Orìsà Jìngbìnì
Obaluayê A Mú Ni Toùn Toùn
Obaluayê SSí Odù Re Hàn Mí
Kí Ndi Olówó
Kí Ndi Olomo

A tradução para português:

Orixá forte
Abatá que floresce exuberante como as folhas da árvore ajó
Orixá que pune a mãe juntamente com o filho
Depois que Obaluaê acabar de castigá-los
Ainda poderá castigar o pai
Orixá semelhante a uma feiticeira
Obaluaê conhece tanto a casa do feiticeiro como a da bruxa
Desafiou o feiticeiro
E este correu desesperado
Matou todas as bruxas permitindo que apenas uma vivesse
Orixá forte
Obaluaê, que faz as pessoas perderem a voz
Obaluaê, abra seu odu para mim
Para que eu seja uma pessoa próspera
Para que eu seja uma pessoa fértil.